- A Calbee, maior fabricante japonês de snacks, vai simplificar o design de alguns produtos usando apenas duas cores de tinta por risco de escassez de tinta causada pelo conflito no Oriente Médio.
- Entre os itens afetados estão batatas fritas, biscoitos de camarão e granola com frutas, com os novos envases chegando às lojas a partir de 25 de maio.
- A medida é temporária e não compromete a qualidade dos produtos; cerca de 14 variedades devem adotar o novo design.
- A tinta é produzida a partir de resinas derivadas da nafta, um derivado do petróleo, cujo fornecimento ficou mais restrito no início do conflito.
- As ações da Calbee caíram 1,7% na terça-feira, após reportes da NHK e do Nikkei.
Calbee, maior fabricante japonês de snacks, reduziu temporariamente o esquema de cores dos seus embalagens para apenas dois tons devido à escassez de tinta causada pelo conflito no Oriente Médio. As mudanças atingem patatas fritas, bolachas de camarão e granolas com frutas, com início de distribuição previsto para 25 de maio, em lojas de todo o Japão.
A empresa informou que o ajuste é pontual e não compromete a qualidade dos produtos, apenas o design. Cerca de 14 variedades devem chegar às prateleiras com as novas embalagens, como parte de uma economia de recursos diante de dificuldades na cadeia de suprimentos.
Analistas apontam que a escassez de resinas derivadas de nafta, usadas em tintas, tem impacto global nos setores de consumo. Em conversa com a agência, o executivo Shinichi Takei mencionou que a medida reflete um esforço de conservação sob condições futuras incertas.
O governo japonês acompanha a situação. A audiência sobre a situação da Calbee deve avaliar também quais solventes são usados nas tintas de embalagem, segundo pesquisadores do Ministério da Economia, Comércio e Indústria.
As ações da Calbee recuaram 1,7% após as primeiras informações da NHK e do Nikkei, refletindo o impacto inicial do ajuste de design. A empresa reiterou que a estratégia é temporária e visa manter a oferta estável.
Impacto e próximos passos
A companhia avalia o efeito da redução de cores na percepção do consumidor e planeja monitorar a disponibilidade de materiais básicos para evitar novos cortes de produção. O tema ganha relevância para o mercado japonês, que detém quase metade do segmento de snacks.
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