- Vodafone fechou o exercício fiscal de 1º de abril de 2025 a 31 de março de 2026 com perdas de 397 milhões de euros, uma redução de 90% ante o ano anterior, que teve impactos extraordinários de 4,169 bilhões de euros.
- A receita total atingiu 40,461 bilhões de euros, alta de 8% em relação ao ano anterior, com serviços correspondendo a 33,480 bilhões de euros, avanço de 8,8%.
- Por mercados, Reino Unido teve crescimento de 29% nos serviços, para 7,597 bilhões de euros; Alemanha ficou estável; África subiu 7,8% e Turquia avançou 13,8%.
- O Ebitda ajustado após arrendamentos (EbitdaaL) foi de 11,351 bilhões de euros, alta de 3,8% frente ao ano anterior.
- Para o próximo ano, a companhia prevê EbitdaaL entre 11,900 e 12,200 bilhões de euros e fluxo de caixa livre ajustado entre 2,6 e 2,9 bilhões de euros; também confirmou a aquisição da participação restante de 49% na VodafoneOneThree, para se tornar o único proprietário, com conclusão prevista para a segunda metade de 2026.
A Vodafone Group fechou o exercício fiscal de 1º de abril de 2025 a 31 de março de 2026 com melhoria expressiva de resultados. A empresa registrou prejuízo de 397 milhões de euros, redução de 90% frente 4,169 bilhões no ano anterior, marcado por impairments extraordinários em Alemanha e Romênia. A ausência dessas contingências foi determinante para o resultado.
A receita total atingiu 40.461 bilhões de euros, alta de 8% ante o período anterior, impulsionada principalmente pelo crescimento de serviços, em 33.480 bilhões de euros, avanço de 8,8%. A evolução sugere melhoria da contribuição de negócios recorrentes, além de fatores pontuais.
Desempenho por mercados
Na Alemanha, principal mercado, a receita de serviços ficou em 10.874 milhões de euros, mantendo o patamar. O Reino Unido destacou-se com crescimento de 29%, para 7.597 milhões. O restante da Europa avançou 1,7%, para 4.888 milhões. Turquia cresceu 13,8% (2.826 milhões) e África subiu 7,8% (6.653 milhões).
O Ebitdaal, indicador de lucro operacional, alcançou 11.351 milhões de euros, alta de 3,8% ante o ano anterior. A expansão reflete ganho de eficiência e maior geração de receita, condicionada pela transformação em curso.
Desempenho no quarto trimestre
No quarto trimestre, a receita somou 10.400 milhões de euros, elevação de 11% frente ao período anterior. Os serviços cresceram 12%, para 8.647 milhões. O Ebitdaal trimestral ficou em 2.807 milhões, alta de 4,2%.
Perspectivas para o próximo ano
Para o próximo exercício, a companhia projeta Ebitdaal ajustado entre 11.900 e 12.200 milhões de euros. O fluxo de caixa livre ajustado deve ficar entre 2.600 e 2.900 milhões, sinal de maior capacidade de geração de caixa, com redução de endividamento e possibilidade de remuneração ao acionista.
Transformação e operação estratégica
A CEO Margherita Della Valle afirmou que os resultados refletem a transformação operada nos últimos três anos, com foco em mercados-chave e ganhos de eficiência. Em palco estratégico, a Vodafone avançou para adquirir a participação restante de 49% na Vodafone Three, joint venture com CK Hutchison, avaliada em 4,3 bilhões de libras (cerca de 4,9 bilhões de euros).
A operação permitirá à Vodafone tornar-se única proprietária da Vodafone Three, criada há cerca de um ano. A joint venture já é o maior operador móvel no Reino Unido e, com a integração total prevista para a segunda metade de 2026, reforça a presença do grupo em mercados estratégicamente relevantes e a escala necessária para competir.
Entre na conversa da comunidade