- O ministro Kassio Nunes Marques disse a interlocutores que, na gestão no Tribunal Superior Eleitoral, defenderá a urna eletrônica e buscará menor intervencionismo da Justiça na campanha de 2024; ele toma posse às 19h desta terça-feira, 12.
- Ele quer ampliar o diálogo com os Tribunais Regionais Eleitorais e cobrar especial atenção à manutenção do parque de urnas, que hoje envolve cerca de 500 mil equipamentos no país.
- A linha defendida por Nunes Marques contrasta com a adotada pela campanha de Jair Bolsonaro em 2022, que questionou a confiabilidade das urnas; Bolsonaro o indicou para o STF em novembro de 2020.
- O ministro pretende dar mais protagonismo ao eleitor e aos candidatos, com menos intervenção da Justiça Eleitoral, incluindo o direito de resposta em vez de remoção de conteúdo antes de julgamento.
- Ele planeja ampliar o diálogo com partidos e advogados para conciliações políticas e firmar parcerias com universidades para reduzir impactos da inteligência artificial nas campanhas, citando um aplicativo desenvolvido pela Universidade Federal de Goiás em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás para checar fake news e deep fakes.
O ministro do STF Kassio Nunes Marques afirmou a interlocutores que, na gestão do TSE, defenderá a urna eletrônica e buscará reduzir o intervencionismo judicial durante a campanha deste ano. A posse está marcada para as 19h desta terça-feira, 12.
Ele pretende ampliar o diálogo com os Tribunais Regionais Eleitorais para fortalecer a manutenção do parque de urnas, responsável por armazenar as urnas eletrônicas em todo o país, hoje estimadas em cerca de 500 mil unidades.
Foco na urna e no papel do TSE
A defesa da urna contrasta com críticas da campanha de 2022, que questionou a confiabilidade do sistema. Bolsonaro indicou Nunes Marques para o STF em 2020, mantendo o tema na pauta pública.
Nunes Marques quer reduzir o intervencionismo da Justiça durante a eleição e fortalecer o protagonismo de eleitores e candidatos, mantendo a imprensa sob controle de decisões rápidas.
Diálogo, conciliação e combate à desinformação
O ministro busca maior participação de partidos e advogados eleitorais para conciliar posições controversas. Propõe, ainda, ampliar parcerias com universidades para mitigar impactos da IA na campanha.
Ele relatou ter apreciado aplicativo desenvolvido pela UFC Goiás e pelo TRE-GO, que verifica fake news e deep fakes em texto, áudio e vídeo, como ferramenta de checagem.
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