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Executivos do DAC defendem Bitcoin em portfólios: não é mais especulativo

Executivos presentes no DAC afirmam que o Bitcoin deixou de ser especulativo, com fundos negociados em bolsa (ETFs), futuros regulados e liquidez aproximando-o de ativos tradicionais

Cactus Raazi, CEO para Americas da B2C2 (esquerda), Giovanni Vicioso, diretor do CME Group (centro) e Roberto Dagnoni, Chairman do Mercado Bitcoin (direita), durante o DAC em Nova York.
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  • Executivos da B2C2 e do CME Group defendem o Bitcoin como ativo investível em portfólios, não apenas especulativo, durante a Digital Assets Conference em Nova York.
  • ETFs de Bitcoin à vista aprovados em 2024 ofereceram acesso regulado a investidores tradicionais; ETFs respondem por cerca de 7% da oferta, tesourarias corporativas ~7,5%, e instituições somam mais de 20% da circulação.
  • O CME lançou referências de preço em 2016 e futuros de Bitcoin, fortalecendo liquidez, arbitragem e gestão de risco; contratos institucionais representam cinco BTC cada um.
  • O Bitcoin negocia entre US$ 30 bilhões e US$ 35 bilhões em dias de menor movimento e pode superar US$ 50 bilhões em dias mais ativos.
  • Além do Bitcoin, há sinais de adoção de Ethereum e outras criptomoedas, com infraestrutura regulatória impulsionando a participação institucional.

O Bitcoin ganha status de ativo investível, segundo líderes de mercado, durante a Digital Assets Conference (DAC) promovida pelo MB em Nova York. Cactus Raazi, CEO para Americas da B2C2, afirmou que o BTC não é mais apenas especulação e deve compor carteiras, ainda que com volatilidade. Giovanni Vicioso, do CME Group, disse que o ativo percorreu um caminho institucional desde 2009 e que a pergunta atual é o tamanho da exposição.

No painel moderado por Roberto Dagnoni, Raazi ressaltou que a infraestrutura existe e o desafio é aprovar internamente a adesão. Vicioso complementou que a virada ocorreu em 2024 com a aprovação de ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, fornecendo um veículo regulado para investidores tradicionais.

O CME já atua no setor desde 2016, com referências de preço e, em 2017, futuros de Bitcoin. A liquidez institucional vem de fundos, hedge funds e bancos, após a entrada de plataformas cripto e gestores tradicionais. Hoje, ETFs, empresas e países detêm boa parte da oferta.

ETFs, liquidez e participação institucional

Vicioso destacou que o mercado de futuros ganha peso na formação de preço e na gestão de risco, com contratos institucionais representando valores elevados. Raazi apontou que a liquidez diária fica entre US$ 30 bilhões e US$ 35 bilhões, com picos superiores a US$ 50 bilhões, fortalecendo o uso como collateral.

O executivo do CME citou que futures costumam movimentar mais que ETFs ou mercados à vista em algumas épocas, apoiando hedge, arbitragem e entrada de grandes players. Raazi reforçou que a infraestrutura de custódia e controle de risco facilita a participação de instituições.

Regulação e expansão para além do Bitcoin

Vicioso afirmou que regras claras não bloqueiam inovação; pelo contrário, trazem trilhos para o crescimento, como observou no caso dos futuros de Bitcoin. A regulação permitiu à CME lançar novos produtos, incluindo negociação 24/7 e instrumentos de volatilidade.

O executivo também mencionou que o interesse institucional já se amplia para além do Bitcoin, com o Ethereum ganhando espaço no CME e sinais de adoção de Solana. A visão é de que derivativos regulados se tornam fundamentais para hedge e liquidez.

A mensagem final é de que o Bitcoin entrou em uma nova fase de maturação, com ETFs, futuros regulados e maior participação institucional. O debate passou a indicar o espaço que o BTC ocupa no sistema financeiro, não se tratando mais de se pertence ou não ao mercado.

  • Acompanhe as informações oficiais do MB e das instituições envolvidas para entender o desdobramento regulatório e de oferta no ecossistema de criptoativos.

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