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Fazenda vê Brasil bem posicionado para enfrentar crise no Oriente Médio

Brasil, exportador líquido de petróleo desde 2016, ameniza impactos da crise no Oriente Médio, mas inflação e preços de combustíveis permanecem vulneráveis

Débora Freire, secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, no Fórum VEJA Brazil Insights Nova York (Erika Fujyama/Divulgação)
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  • A secretária de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento do Ministério da Fazenda, Débora Freire, afirmou que o Brasil está em posição robusta para enfrentar os efeitos econômicos da escalada no Oriente Médio, durante o Fórum VEJA em Nova York.
  • O Brasil é exportador líquido de petróleo desde 2016, o que ajuda a amortecer parte dos impactos externos provocados pela alta das commodities energéticas.
  • O aumento do preço do petróleo tende a beneficiar as exportações e a arrecadação pública, mas preocupa pela inflação e pelo custo dos derivados importados.
  • O governo atua para mitigar possíveis aumentos de preços sem abandonar a neutralidade fiscal.
  • Freire ressaltou a diversificação da balança comercial e a matriz energética brasileira, com cerca de 50% de renováveis, reforçando a resiliência, mas alertou que o prolongamento do conflito pode afetar parceiros e a economia global.

A secretária de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento do Ministério da Fazenda, Débora Freire, afirmou em evento do Fórum VEJA Brazil Insights Nova York, na terça-feira, 12, que o Brasil está em uma posição robusta para enfrentar os efeitos econômicos da escalada de tensões no Oriente Médio.

Segundo Freire, o Brasil é exportador líquido de petróleo desde 2016, o que ajuda a amortecer parte dos impactos externos provocados pela alta das commodities energéticas.

Ela destacou que o aumento do preço do petróleo tende a beneficiar as exportações e a arrecadação pública, mas reconheceu vulnerabilidade aos derivados importados, com reflexos na inflação e nos combustíveis. A prioridade é reduzir esse impacto sem abrir mão da neutralidade fiscal.

A economista ressaltou ainda que a diversificação da balança comercial aumenta a resiliência diante de turbulências internacionais, lembrando a baixa dependência comercial do Oriente Médio. Freire destacou a matriz energética brasileira, com cerca de 50% de renováveis, superior à média global.

Por fim, alertou que um prolongamento do conflito pode afetar parceiros comerciais importantes e trazer novos desafios para a economia global, ainda sem previsões definitivas sobre impactos específicos ao Brasil.

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