Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

FIDCs ganham espaço com crédito restrito e elevam mercado bilionário

Com juros elevados e bancos mais seletivos, FIDC próprio amplia crédito, aumenta previsibilidade financeira e impulsiona mercado bilionário no Brasil

Edgar Araujo, CEO da Azumi Investimentos
0:00
Carregando...
0:00
  • Em meio a juros elevados e maior seletividade bancária, os FIDC (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) ganham espaço no crédito corporativo brasileiro.
  • O patrimônio líquido da indústria chegou a 741,1 bilhões de reais nos últimos 12 meses, com alta de 22,5%, e o número de investidores foi de 147,3 mil para 333,7 mil.
  • Empresas recorrem a estruturas próprias de FIDC para transformar recebíveis em capital, com prazos, amortizações e garantias customizáveis conforme o fluxo de caixa.
  • A gestão tributária também impulsiona o uso dessas estruturas, permitindo deduções de despesas financeiras na empresa operacional e concentração de resultados no fundo.
  • Especialistas, como Edgar Araujo, CEO da Azumi Investimentos, destacam que o crédito estruturado tende a ganhar relevância, oferecendo previsibilidade, autonomia e adaptação à realidade dos negócios.

O mercado de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) ganha espaço em um cenário de juros elevados e seletividade bancária. Empresas recorrem a estruturas próprias para buscar previsibilidade financeira, transformando recebíveis em capital.

O patrimônio líquido da indústria chegou a 741,1 bilhões de reais nos últimos 12 meses, com alta de 22,5%. O número de investidores também cresceu, passando de 147,3 mil para 333,7 mil.

A mudança estrutural no crédito corporativo reflete que os FIDCs não são apenas alternativa de funding, mas ferramenta de gestão financeira para empresas com margens apertadas e fluxo de caixa volátil.

Segundo Edgar Araujo, CEO da Azumi Investimentos, o diferencial está na flexibilidade dessas estruturas. O FIDC permite desenhar a estrutura conforme a necessidade da empresa, respeitando o fluxo de caixa e criando previsibilidade.

Na prática, os FIDCs ajudam a transformar recebíveis em capital, com prazos, amortizações, garantias e carências customizáveis, ajustando-se ao ciclo financeiro do negócio.

Além da busca por crédito mais eficiente, cresce o interesse em eficiência tributária. A carga sobre o lucro pode chegar a 34%, e modelos proprietários ajudam a preservar capacidade de reinvestimento.

Araujo destaca que ganhos fiscais aparecem especialmente em estruturas ligadas ao empresário. O FIDC próprio não é apenas crédito, mas ferramenta para fluxo de caixa e redução de encargos tributários.

Nesse modelo, despesas financeiras podem ser deduzidas na empresa operacional, enquanto os resultados ficam concentrados no fundo, aumentando a eficiência tributária.

O avanço também amplia o espaço para instituições especializadas na estruturação dessas operações. A Azumi atua na criação e administração de FIDCs próprios, reunindo administração fiduciária, custódia, escrituração e controladoria.

Para o executivo, o crescimento deve continuar nos próximos anos diante da transformação do mercado de crédito no Brasil. O crédito estruturado tende a ganhar relevância pela flexibilidade e menor burocracia.

Em meio a juros elevados, inadimplência e maior rigor bancário, os FIDCs passam a ser vistos como instrumentos de previsibilidade, autonomia e adaptação às necessidades operacionais das empresas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais