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Fim da taxa das blusinhas terá impacto modesto no balanço dos Correios

Fim da taxa das blusinhas deve ter impacto modesto no balanço dos Correios, cuja maior pressão veio do Remessa Conforme durante a reestruturação

Caminhão do Sedex, serviço dos Correios
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  • Correios devem sentir impacto modesto com o fim da “taxa das blusinhas”, anunciado por Lula, sem esperar virada significativa no balanço.
  • O Remessa Conforme foi o principal fator de queda de receita com encomendas internacionais, após abertura de mercado a empresas privadas e cobrança de ICMS de quarenta? (habituar: 17%) (explicitar) O texto original diz 17% de ICMS; manter.
  • Receita de remessas internacionais caiu de R$ 3,9 bilhões em 2024 para R$ 1,3 bilhão em 2025, representando 8% do faturamento total.
  • A taxa das blusinhas, com arrecadação de R$ 5 bilhões em 2025 e R$ 1,7 bilhão nos primeiros quatro meses de 2026, deve ampliar compras do exterior, mas o reflexo para os Correios deve ser distribuído entre operadores.
  • O Remessa Conforme permanece sem alterações; sem mudanças nesse programa, o plano de reestruturação não deve receber impulso significativo.

Após o anúncio feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite de terça-feira, os Correios preveem impacto modesto com o fim da chamada taxa das blusinhas. A estatal registra prejuízo superior a 8 bilhões de reais no último ano e passa por um processo de reestruturação.

Segundo fontes próximas à diretoria, o fim da taxa não deve provocar uma virada no balanço. O principal efeito esperado é a recuperação gradual do volume de encomendas internacionais nos próximos meses, com contribuição limitada para as contas da empresa.

O governo encerrou a cobrança da taxa das blusinhas, que incidia sobre compras no exterior até 50 dólares, deixando intacto o Remessa Conforme, programa criado em 2023. Ainda assim, especialistas apontam que o Remessa Conforme foi o fator decisivo para o desempenho recente.

O Remessa Conforme, que não sofreu alterações com a nova medida, impôs 17% de ICMS aos itens importados, reduzindo a participação dos Correios nesse serviço. A abertura do mercado para empresas privadas também contribuiu para a queda de faturamento.

A partir de 2024, o governo passou a taxar compras no exterior com diferentes alíquotas, chegando a 60% para produtos acima de 50 dólares. Em 2025 a arrecadação com a taxa atingiu 5 bilhões de reais; nos quatro primeiros meses de 2026, somou 1,7 bilhão.

Entretanto, analistas avaliam que o efeito financeiro da taxa será distribuído entre empresas do setor de remessas internacionais. O impacto relevante para os Correios, afirmam, continua sendo o Remessa Conforme, que permanece sem alterações.

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