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Fundo minerais críticos analisa 56 projetos; crédito de R$ 50 bi, diz Mercadante

BNDES aponta 56 projetos no fundo de minerais críticos, com demanda de crédito de R$ 50 bilhões, e expansão para setores estratégicos

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante — Foto: Keiny Andrade/Valor
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  • O fundo de minerais críticos do BNDES tem 56 projetos em análise, com demanda de crédito de R$ 50 bilhões.
  • O banco afirma que está saindo de setores tradicionais para investir em novas áreas, como minerais críticos, fertilizantes e o carro voador Eve, da Embraer, por meio de equity.
  • Mercadante destacou a reception positiva ao encontro entre Lula e Trump e mencionou o acordo Mercosul-União Europeia, em vigor provisório desde 1º de maio, como oportunidade de comércio.
  • O BNDES projeta chegar a 2% do PIB em aprovações até o fim de 2026; no primeiro trimestre, desembolsos somaram R$ 36,2 bilhões, com aprovações de R$ 45,7 bilhões e consultas de R$ 84,4 bilhões.
  • Em 12 meses até março de 2026, aprovações representaram 1,9% do PIB e desembolsos 1,4%; 63,6% dos desembolsos ocorreram a taxas de mercado.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, informou que o fundo para minerais críticos tem 56 projetos em análise e demanda de crédito de cerca de R$ 50 bilhões. Ele destacou ainda investimentos em setores estratégicos por meio de equity.

Mercadante acrescentou que o banco está saindo de setores tradicionais para atuar em áreas como fertilizantes, minerais críticos e o carro voador Eve, desenvolvido pela Embraer. As declarações foram feitas em São Paulo, durante a divulgação dos resultados do banco.

Além disso, o presidente elogiou o encontro entre os presidentes Lula e Trump, afirmando que a reunião abriu caminhos de negociação e diálogo entre os dois países.

Acordos e cenário externo

O dirigente comentou o acordo provisório entre Mercosul e União Europeia, vigente desde 1º de maio, como uma oportunidade de alavancar a parceria entre os blocos e ampliar o comércio, em meio a um cenário de maior tensão internacional.

Durante a coletiva, o diretor de planejamento e relações institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, afirmou que o banco deve alcançar 2% do PIB em aprovações até o fim de 2026, sujeito às condições de juros do país.

No primeiro trimestre, os desembolsos somaram R$ 36,2 bilhões, alta de 44% frente ao mesmo período de 2025. As aprovações chegaram a R$ 45,7 bilhões, 37% acima do registrado no ano anterior, enquanto as consultas somaram R$ 84,4 bilhões, alta de 65%.

No acumulado de 12 meses até março de 2026, as aprovações representavam 1,9% do PIB e os desembolsos 1,4%. Barbosa explicou que as aprovações costumam preceder os desembolsos, que representam a liberação efetiva dos recursos.

O diretor destacou ainda que os desembolsos do BNDES somaram R$ 180,7 bilhões em 12 meses, com a maior parte, 63,6%, a taxas de mercado. Ele ressaltou que o banco é sensível à política monetária devido às condições de financiamento.

Barbosa citou que as linhas incentivadas envolvem fatores fora do controle do governo, como o Plano Brasil Soberano, voltado a empresas afetadas pelo tarifário americano, e o Fundo Emergencial do Rio Grande do Sul, ainda com desembolsos em andamento.

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