- A GM iniciou uma rodada de demissões na divisão de TI que deve alcançar cerca de 600 funcionários, como parte de uma reestruturação para focar em inteligência artificial.
- A empresa pretende substituir parte dos cargos atuais por profissionais com competências em IA, engenharia e análise de dados, engenharia de nuvem, desenvolvimento de modelos e agentes de IA, e engenharia de prompts.
- Apesar dos cortes, a GM continua contratando na área de tecnologia, porém com perfil mais voltado a criar sistemas de IA e automatizar processos.
- A reformulação é liderada por Sterling Anderson, que passou a dirigir produtos e consolidou áreas de tecnologia antes separadas; mudanças já resultaram na saída de executivos.
- A reestruturação ocorre em meio a pressão financeira, com a GM buscando ampliar lucros diante da inflação e da desaceleração na demanda por veículos elétricos, além de mirar um sistema de direção autônoma até 2028, o Super Cruise.
A General Motors (GM) iniciou uma rodada de demissões que deve atingir cerca de 600 funcionários da divisão de TI. A mudança faz parte de uma reestruturação voltada a abrir espaço para profissionais com foco em inteligência artificial.
A medida, anunciada na manhã de 11 de maio, visa substituir parte dos cargos atuais por pessoas com competências em IA, segundo a Bloomberg. A GM confirmou que está reformulando a organização de Tecnologia da Informação para posicionar a empresa para o futuro.
A empresa informou ao TechCrunch que a transformação da TI busca um perfil mais voltado a áreas estratégicas, como engenharia de dados, nuvem, desenvolvimento de modelos de IA e engenharia de prompts. A equipe passará a atuar na criação de sistemas de IA.
Foco em IA e inovação
Além de cortar quadros tradicionais, a GM continua contratando para a área de tecnologia, com ênfase em IA. Profissionais com experiência em dados, nuvem, modelos de IA e automação de processos devem compor a nova equipe.
A diretoria quer evitar depender de ferramentas externas apenas, buscando capacidades internas para desenvolver soluções de IA que integrem o fluxo de trabalho da empresa. A meta é fortalecer a automação de processos.
Contexto financeiro e institucional
A reestruturação ocorre em meio a pressões financeiras, com a GM buscando aumentar lucros diante de inflação e menor demanda por veículos elétricos. A montadora registrou perdas significativas relacionadas aos EVs, segundo a Bloomberg.
No âmbito da liderança, Sterling Anderson passou a chefiar produtos e lidera a unificação de áreas de tecnologia. A GM já abriu espaço para novas contratações, incluindo nomes do setor de tecnologia para a etapa atual, como ex-Apple e outros executivos com experiência em IA e robótica.
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