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Grupo Toky solicita recuperação judicial após pressão de juros

Grupo Toky entra com recuperação judicial em São Paulo, sob segredo de justiça, para viabilizar operação, reestruturar dívidas e preservar empregos

Mobly e Tok&Stok: conselho de administração autorizou a medida em caráter de urgência (Foto: Montagem/Divulgação)
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  • Grupo Toky, controlador de Tok&Stok e Mobly, protocolou recuperação judicial para a companhia e subsidiárias em São Paulo, sob segredo de justiça; medida autorizada pelo conselho em 11 de maio.
  • A mudança foi motivada pelo ambiente macroeconômico: juros elevados, crédito mais restritivo e endividamento das famílias, que reduziram a confiança do consumidor e adiaram compras de móveis.
  • O objetivo da recuperação é manter as operações, preservar empregos e viabilizar uma reestruturação ordenada do endividamento e da estrutura de capital.
  • A dívida líquida ao fim de 2025 foi de R$ 401 milhões, menor que os R$ 592 milhões de 2024; na fusão de Mobly com Tok&Stok, o endividamento chegou a 16 vezes o resultado operacional.
  • No processo de reestruturação, houve conversão de dívida em participação; a SPX Capital passou a deter 11% da empresa após converter R$ 230 milhões; há negociação com Bradesco, Santander, Banco do Brasil e familiares dos fundadores. A receita, em 2025, foi de R$ 1,5 bilhão, com EBITDA próximo de 16% e margem bruta de quase 53%.

O Grupo Toky, controlador das redes Tok&Stok e Mobly, entrou com pedido de recuperação judicial para a empresa e suas subsidiárias. O ato foi autorizado pelo conselho em reunião na segunda-feira, 11 de maio, e o processo tramita em segredo de justiça em São Paulo.

Segundo o grupo, a decisão busca viabilizar a continuidade das operações, preservar empregos e permitir uma reestruturação ordenada do endividamento e da estrutura de capital. O pedido foi protocolado na Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível do Estado.

A recuperação ocorre em meio a um cenário macroeconômico desfavorável, com juros elevados, maior endividamento das famílias e crédito mais restrito. A empresa também cita restrições temporárias de estoque como impacto de liquidez de curto prazo.

O grupo encerrou 2025 com dívida líquida de 401 milhões de reais, queda em relação aos 592 milhões de 2024, segundo demonstrações de março. As informações ajudam a entender a relação entre desempenho e pressão financeira.

A reestruturação teve início após a fusão entre Mobly e Tok&Stok, em 2024, quando o endividamento chegou a 16 vezes o resultado operacional. A administração vinha buscando conversões de dívida em participação acionária para reduzir o passivo.

Parte da estratégia envolveu a SPX Capital, credora por meio da aquisição de ativos do Carlyle, que passou a deter 11% da companhia após converter 230 milhões de reais em participação, com desconto de 60% sobre o valor devida.

Em abril, o CEO Victor Noda informou negociação para nova rodada de conversão com Bradesco, Santander, Banco do Brasil e familiares Dubrule. A expectativa era retirar de 300 a 480 milhões de reais adicionais da dívida.

No primeiro balanço anual consolidado, a receita líquida foi de 1,5 bilhão de reais. A margem EBITDA subiu de menos de 5% para quase 16%, e a margem bruta avançou para quase 53%, apontando melhoria operacional.

Apesar do avanço, a despesa financeira sobre o endividamento remanescente continua pressionando o resultado líquido, segundo declarações de Noda à Bloomberg Línea.

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