- A Calbee, maior fabricante de salgadinhos do Japão, vai usar apenas embalagens pretas e brancas para economizar materiais derivados de petróleo.
- Serão 14 produtos contemplados, incluindo batatas fritas, Ebisen e o cereal Frugra; as embalagens revisadas chegam às lojas a partir de 25 de maio.
- A medida busca manter remessas estáveis diante da oferta instável de matérias-primas provocada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.
- O Japão depende de nafta para a impressão das embalagens; o governo diz não ter ocorrido interrupção no abastecimento e que importações do Oriente Médio estão em alta.
- Cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo foi interrompido desde o fechamento do Estreito de Hormuz, agravando a crise energética global.
A Calbee, maior fabricante de salgadinhos do Japão, anunciará mudanças temporárias nas embalagens para reduzir o uso de derivados de petróleo. A medida afeta 14 produtos, incluindo batatas fritas, Ebisen e Frugra.
A empresa informou que adotará apenas duas cores de tinta, preto e branco, nas embalagens. Os itens com nova impressão chegarão às lojas a partir de 25 de maio, após o anúncio feito nesta terça-feira (12).
A decisão visa enfrentar a oferta instável de matérias-primas causada pela conjuntura internacional, marcada pela guerra entre EUA, Israel e Irã, segundo a Calbee.
Contexto de mercado
A indústria japonesa tem buscado reduzir custos diante do aumento de preços e de escassez de insumos. A tinta de impressão depende de nafta, derivado de petróleo importado, principalmente do Oriente Médio, para cerca de 40% do consumo do país.
As embalagens multicoloridas da Calbee são tradicionalmente reconhecidas, com designs em laranja, amarelo e vermelho. O Ebisen, em especial, traz uma embalagem vermelha com a imagem de um camarão.
O Ebisen é produzido para exportação ao Brasil pela Glicko Alimentos, enquanto o Ebicen, famoso nos anos 80, não guarda relação direta com o produto japonês.
Reação institucional e cenário global
Porta-vozes do governo japonês afirmaram que a refinaria doméstica mantém o uso de nafta estocado e que as importações do Oriente Médio seguem estáveis, apesar do contexto de conflito regional. O Ministério tem acompanhado a situação com empresas do setor.
Ainda segundo fontes oficiais, não houve relatos de interrupção imediata no abastecimento de tinta ou nafta, e o Japão mantém garantias de suprimento. Autoridades citam cooperação entre ministérios para monitorar o mercado.
Cerca de 20% do petróleo mundial foi afetado pelo bloqueio de vias estratégicas desde o início do conflito, elevando a atenção sobre a segurança de cadeias de suprimento.
Entre na conversa da comunidade