- A inflação oficial foi de 0,67% em abril, impulsionada por alimentos e combustíveis, a maior para o mês desde 2022.
- O IPCA acumulado em doze meses ficou em 4,39%, aproximando-se do teto da meta de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual.
- O grupo de despesas com combustíveis subiu 1,8% em abril, com gasolina em alta de 1,86%, diesel 4,46% e etanol 0,62%, influenciados pela alta do petróleo após o bloqueio do Estreito de Hormuz.
- No acumulado de 2026, os combustíveis veiculares subiram 8,11% (diesel 19,87%; gasolina 8,08%; etanol 5,63%), enquanto o gás veicular caiu 5,06% desde janeiro; em doze meses, o preço dos combustíveis subiu 6,67%.
- Alimentos e bebidas avançaram 1,34% em abril, quinto mês seguido de alta; cenoura subiu 26,63%, leite longa vida 13,66%, cebola 11,76%, tomate 6,13% e carnes 1,59%, enquanto café moído e frango em pedaços ficaram mais baratos.
O IPCA de abril foi de 0,67%, puxado pelos preços de alimentos e combustíveis. Segundo o IBGE, houve desaceleração frente a 0,88% de março, mas a variação permanece a maior para o mês desde 2022 (1,06%). O resultado mantém a inflação em trajetória elevada para o início de 2025.
O índice acumula alta de 4,39% em 12 meses, entre maio de 2025 e abril deste ano. O indicador se aproxima do teto da meta de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual, segundo o CMN. Em abril do ano passado, a variação em 12 meses havia sido de 5,53%.
Contribuição dos custos com energia e alimentação
Os combustíveis registraram alta de 1,8% no mês, com gasolina em 1,86%, diesel em 4,46% e etanol em 0,62%. A guerra no Oriente Médio e o bloqueio do Estreito de Hormuz ampliaram o custo do petróleo, impactando o grupo de despesas.
Nos primeiros meses de 2026, os combustíveis veiculares subiram 8,11%, impulsionados por diesel (19,87%), gasolina (8,08%) e etanol (5,63%). O gás veicular caiu 5,06% desde janeiro. Em 12 meses, o preço dos combustíveis subiu 6,67%.
Inflação de alimentos e bebidas
O grupo de alimentos e bebidas avançou 1,34% em abril, mantendo a tendência de alta iniciada há cinco meses. O desempenho deste ano é influenciado pela alimentação em casa, que subiu 1,64%.
Entre os itens com maior contribuição, destaque para cenoura (26,63%), leite longa vida (13,66%), cebola (11,76%), tomate (6,13%) e carnes (1,59%). Por outro lado, café moído recuou 2,3% e frango em pedaços caiu 2,14%.
Sobre o IPCA
O IPCA é calculado a partir de 377 produtos e serviços, com peso específico conforme o padrão de consumo familiar de 1 a 40 salários mínimos. O indicador abrange nove grandes grupos: alimentação, habitação, transportes, saúde, educação, vestuário, comunicação, despesas pessoais e itens residenciais.
As variações mensais são monitoradas nas grandes regiões urbanas do Brasil, com coleta de preços em 13 áreas metropolitanas e no Distrito Federal, além de equipes em capital e interior.
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