- O IPCA de abril fechou em 0,67%, com inflação em doze meses de 4,39%, dentro da meta de três por cento, com tolerância de até quatro vírgula cinco pontos percentuais.
- Alimentos e bebidas subiram 1,34% em abril, sendo o principal motor da alta do mês.
- Gasolina foi o item que mais pressionou, com alta de 1,86%.
- O dado ficou abaixo da estimativa do mercado, que apontava 0,69%.
- O índice de difusão ficou em 65%, indicando disseminação da inflação entre os itens pesquisados.
O IPCA de abril ficou em 0,67%, puxado pelo grupo de alimentação. O indicador acumulado em 12 meses foi de 4,39%, dentro da meta do governo, que tolera até 4,5%. Os dados foram anunciados pelo IBGE nesta terça-feira.
Em abril, a inflação fue mais suave que em março, quando o índice ficou em 0,88%. O relatório Focus apontava expectativa de 0,69% para o mês, mas o número final veio abaixo da estimativa do mercado.
O IPCA mede o custo de vida para famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos e é divulgado pelo IBGE com base em preços coletados em 17 áreas do país. A coleta inclui 377 itens.
Desempenho por grupo e itens pressionadores
Entre os nove grupos pesquisados, a alimentação e bebidas subiu 1,34%, com peso relevante no resultado. Já saúde e cuidados pessoais registraram alta de 1,16%.
- Difusão do índice ficou em 65%, abaixo dos 67% de março, indicando menor dispersão dos aumentos entre os itens.
- Gasolina foi o item com maior pressão de abril, subindo 1,86%.
Entre os itens específicos, houve alta expressiva em alimentos e combustíveis, com destaque para leite longa vida (13,66%), gás de botijão (3,74%) e cenoura (26,63%). Além disso, houve alta em higiene pessoal (1,57%) e produtos farmacêuticos (1,77%).
A divulgação detalha também variações por regiões, já que a coleta é realizada em 10 capitais, mais Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. Os dados ajudam a entender o desempenho setorial ao longo do mês.
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