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Inflação dos EUA sobe para 3,7%, maior em três anos, com guerra no Irã

Inflação dos EUA sobe a 3,8% em abril, maior em três anos, com gasolina e diesel impulsionando os preços por causa do conflito com o Irã

Adesivo com o rosto de Donald Trump e a frase "Eu fiz isso" ao lado de preços de combustíveis, que subiram mais de 50% nos EUA desde o início da guerra no Irã
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  • A inflação nos Estados Unidos atingiu 3,8% em abril, maior em três anos, impulsionada principalmente pela alta dos combustíveis.
  • A gasolina subiu 28,4% em relação a igual período do ano anterior, com preço médio de US$ 4,50 por galão; o diesel ficou em US$ 5,64 por galão.
  • O índice de preços ao consumidor mensal subiu 0,6% em abril, e o núcleo da inflação avançou 2,8% na comparação anual, ante 2,6% no mês anterior.
  • Rendimentos de Treasuries recuaram após o relatório, mas permaneceram elevados; o Federal Reserve mantém a meta de inflação em 2% e não houve mudança significativa nas expectativas de juros.
  • O conflito no Irã continua influenciando os preços, com Trump descrevendo a resposta iraniana como “inaceitável” e alertando sobre um cessar-fogo em estado crítico; parlamentares propõem suspender impostos federais sobre combustíveis para aliviar motoristas.

A inflação nos EUA subiu para 3,8% em abril, a maior em três anos, impulsionada pela alta nos combustíveis em meio ao conflito no Irã. O índice de preços ao consumidor (IPC) divulgou alta mensal de 0,6% frente a março.

O repique foi puxado pela gasolina, que avançou 28,4% frente ao ano anterior, e pelo petróleo, pressionando o custo de energia. O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, subiu para 2,8%.

O mercado de títulos reagiu de modo contido: os rendimentos recuaram, mas o rendimento de dois anos subiu para 3,97%. O dólar e os futuros de ações sofreram variações modestas, sem mudanças abruptas na perspectiva de juros.

Contexto e impactos

A inflação atual reforça a percepção de que o pico pode estar próximo, mas não garante alívio imediato. Analistas destacam risco de que choques energéticos temporários se tornem mais persistentes se houver volatilidade no preço do petróleo.

A inflação nos EUA segue acima da meta de 2% do Federal Reserve, que monitora pressões de preços. Economistas afirmam que a política monetária pode permanecer com ajustes graduais até a confirmação de queda sustentada da inflação.

Preços de energia e impactos ao consumidor

Os preços da gasolina subiram para cerca de US$ 4,50 por galão, com o diesel próximo de US$ 5,64, segundo a AAA. A escalada ocorre desde o início do conflito no Oriente Médio, alimentando receios de impactos adicionais ao orçamento doméstico.

Parlamentares apresentaram proposta para suspender temporariamente impostos federais sobre combustíveis, buscando reduzir o custo para motoristas. A ideia é discutida em meio a pressões para amenizar o impacto da alta de energia.

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