- A inflação ao consumidor dos Estados Unidos avançou 0,6% em abril, em linha com as expectativas.
- A inflação anual chegou a 3,8% no período de 12 meses, a maior leitura desde maio de 2023.
- O petróleo mais caro elevou os preços da gasolina, diesel e combustível de aviação, pressionando a inflação.
- O núcleo do CPI subiu 0,4% em abril, com parte do aumento relacionada a ajustes no aluguel devido a interrupções na coleta de dados.
- O mercado segue precificando juros elevados por mais tempo, com expectativa de manter a taxa entre 3,50% e 3,75% até 2027.
A inflação ao consumidor dos EUA acelerou em abril, chegando a 3,8% na comparação anual. O dado, divulgado pelo Departamento do Trabalho na terça-feira, aumenta a pressão sobre o Federal Reserve para manter juros elevados por mais tempo.
No mês, o CPI subiu 0,6%, em linha com as expectativas do mercado. Em março, o índice havia avançado 0,9%.
O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, avançou 0,4% em abril. Parte da alta reflete ajustes nas métricas de aluguel após interrupções de dados provocadas pela paralisação do governo.
Impacto da energia
A escalada da guerra no Oriente Médio elevou os preços internacionais do petróleo, pressionando gasolina, diesel e combustível de aviação nos EUA. Analistas esperam que efeitos da alta de energia persista nos próximos meses, especialmente em transportes e serviços.
Mercado e implicações
Investidores passaram a apostar pela continuidade de juros elevados nos EUA por mais tempo, com o mercado mirando cortes apenas em 2027. A taxa básica atual está entre 3,50% e 3,75%. O CPI permanece como um dos indicadores-chave para medir a pressão inflacionária.
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