- IPCA de abril subiu 0,65%, ante alta de 0,47% em março, segundo o IBGE.
- Em doze meses, inflação acumulada ficou em 4,70%, ainda dentro da meta de 3,75% a 5,25% para 2026.
- Principais responsáveis pela alta: alimentos (+1,02%), combustíveis (+2,45%) e serviços (+0,45%).
- A alta de abril aumenta a cautela do Banco Central em relação a novos cortes na Selic e à condução da política monetária.
- O mercado espera a Selic em 13,75% ao ano até o fim de 2026, com ajustes possíveis conforme evolução da inflação e da economia; Copom se reúne no início de junho.
O IPCA de abril subiu 0,65%, mantendo a trajetória de alta que alimenta a cautela do Banco Central em relação a novos cortes na Selic. O índice de abril saiu a público pelo IBGE, após avanço de 0,47% em março. O resultado território acima do esperado reacende o debate sobre o ritmo da política monetária.
A composição da inflação mostrou pressão de alimentos, combustíveis e serviços. Alimentos tiveram alta de 1,02%, com elevações em hortaliças, frutas e carnes. Combustíveis avançaram 2,45%, refletindo o movimento dos preços internacionais do petróleo. Serviços cresceram 0,45%, puxados por reajustes em tarifas de transporte e educação.
O avanço de abril levou a inflação acumulada em 12 meses a 4,70%, ainda dentro da meta de 3,75% a 5,25% para 2026. Mesmo assim, o destaque fica com a cautela do BC diante de riscos de alta persistentes, o que pode manter a Selic em patamar elevado por mais tempo.
Copom diante da inflação
Analistas projetam que a inflação de abril reforça a percepção de que o BC manterá a taxa de juros elevada por mais tempo, evitando cortes prematuros que desancorrem o controle inflacionário.
A próxima reunião do Copom, no início de junho, deve definir se a Selic permanece em 13,75% ao ano ou sofre ajuste. O BC acompanha a evolução dos preços internas e externos, bem como o mercado de trabalho, para orientar a decisão.
Cenário e expectativas
Mercado aposta na manutenção da Selic em 13,75% até o fim de 2026, com revisões possíveis conforme o comportamento da inflação. A autoridade monetária destaca que, apesar da inflação controlada, há riscos de alta vinculados a alimentos, combustíveis e condições externas.
O BC busca equilibrar o controle inflacionário com a recuperação econômica, monitorando impactos da inflação e do câmbio, além da evolução do emprego. O objetivo permanece reduzir a inflação sem frear o crescimento econômico.
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