- O IPCA subiu 0,67% em abril, frente a março, e acumula 4,39% na base anual.
- As expectativas da Reuters apontavam alta de 0,69% mensal e 4,4% ante abril de 2025.
- Os maiores impactos foram: alimentos e bebidas (0,29 p.p.), saúde e cuidados pessoais (0,16 p.p.) e gasolina (0,10 p.p.).
- Entre os grupos, alimentação no domicílio avançou 1,64%, habitação subiu 0,63% e transportes registrou alta de 0,06% no mês.
- Região com maior variação foi Goiânia (1,12%), enquanto Brasília teve menor variação (0,16%).
O IPCA subiu 0,67% em abril frente a março, segundo o IBGE. Na comparação anual, o índice avançou 4,39%. O resultado ficou levemente abaixo da expectativa de traders, que projetavam alta de 0,69% na mensal e 4,4% frente a abril de 2025.
Entre os grupos, alimentos e bebidas teve impacto de 0,29 p.p. com alta de 1,34%. Saúde e cuidados pessoais subiu 1,16%, contribuindo com 0,16 p.p. Gasolina foi o subitem de maior peso, com 0,10 p.p. de impacto, apesar de recuo na variação mensal em relação a março.
Em abril, alimentação no domicílio subiu 1,64%, puxada por cenoura, leite longa vida, cebola, tomate e carnes. Café moído e frango apresentaram quedas. Alimentação fora do domicílio avançou 0,59%, com lanches e refeições registrando altas menores que em março.
O que puxou o índice
Segundo o IPCA, a combinação de restrição de oferta de alguns alimentos e elevação de fretes influenciou os preços de itens como leite e derivados. O aumento nos combustíveis também elevou os custos de distribuição, contribuindo para o índice mensal.
Desempenho por grupo
Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 1,16%, com destaque para farmacêuticos (1,77%) após reajustes autorizados a partir de abril. Artigos de higiene pessoal aumentaram 1,57%, impulsionados por perfumes (1,94%). No 1º quadrimestre de 2025, esse grupo acumulou 2,83%.
Habitação avançou 0,63%, com gás de botijão em alta de 3,74% e energia elétrica residencial em 0,72%. Reajustes em várias cidades, como Rio de Janeiro, Campo Grande, Salvador e Recife, contribuíram para o movimento regional.
Transportes desacelerou de 1,64% para 0,06%, puxado pela queda de 14,45% no subitem passagem aérea. Ainda houve variações negativas em ônibus urbano e metrô, vinculadas a gratuidades e reajustes locais.
Variações regionais
A maior alta ocorreu em Goiânia, com 1,12%, influenciada pela gasolina e pela água/esgoto. Brasília registrou a menor variação, em 0,16%, diante da queda da passagem aérea e da gasolina. O conjunto dos dados IBGE aponta apenas disparidades regionais típicas do mês.
(com agências de notícias do IBGE)
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