- A Natura&Co registrou prejuízo de R$ 444,5 milhões no primeiro trimestre, em meio a um cenário desafiador e à reestruturação em curso.
- A empresa aponta atraso no crescimento da marca Natura no Brasil e queda de consumo devido ao aumento do endividamento das famílias.
- Com o mercado em fraco, a estratégia passa a buscar participação de mercado, identificando categorias e regiões para competir melhor, com o Nordeste como prioridade.
- A reestruturação está cerca de 75% concluída; as despesas não recorrentes distorceram o resultado, que seria de 12% de rentabilidade sem esses efeitos.
- A Natura aposta na implementação de um novo modelo operacional para tornar a estrutura mais enxuta, mantendo investimentos para sustentar a retomada do crescimento e reduzir custos a partir do segundo trimestre.
A Natura&Co registrou prejuízo de 444,5 milhões de reais no primeiro trimestre, em meio a um cenário desafiador, conforme balanço divulgado pela empresa. A companhia afirmou que a queda de consumo no Brasil impactou resultados, refletindo também a demora na recuperação da marca Natura no mercado doméstico.
Segundo a gestão, o consumo do setor de beleza frustrou expectativas, com crescimento de volume ainda limitado. O CEO João Paulo Ferreira destacou a necessidade de ampliar participação de mercado diante de um crescimento fracionado do setor, citando mapeamento de categorias e regiões com maior potencial competitivo.
A empresa aponta o Nordeste como área de prioridade, após apresentar vulnerabilidade no período, com diminuição de rede de consultoras e queda de produtividade na região. Ferreira citou o body splash como exemplo de produto com potencial de ganho de participação.
Despesas, reestruturação e foco regional
O processo de reestruturação foi o principal fator que determinou o resultado do período, com a cifra de 4,7 pontos percentuais de impacto não recorrente. Sem esse efeito, a margem, que ficou em 7,3%, seria de cerca de 12%.
A maior parte da reorganização já está concluída, com 75% do redesenho finalizado e a maior parte das rescisões contabilizadas no trimestre. A empresa espera que os efeitos positivos apareçam mais expressivamente a partir do segundo trimestre.
A Natura também reforçou a decisão de acelerar o novo modelo operacional para tornar a estrutura mais enxuta diante do ambiente macroeconômico. A CFO Sílvia Vilas Boas informou que o balanço de 2024 deve trazer controle de despesas, mantendo investimentos nas alavancas que sustentem a retomada de crescimento.
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