- A ministra Fernanda Machiaveli afirmou que o objetivo é fazer o maior e melhor Plano Safra da história da agricultura familiar para o ciclo 2026/27, que começa em 1º de julho.
- Na safra atual, 2025/26, o governo ofereceu R$ 78,2 bilhões em financiamentos com juros de 0,5% a 6% ao ano.
- A perspectiva é ampliar volumes mantendo taxas de juros atrativas, com a Selic em queda e expectativa de continuidade nesse caminho.
- Entre as prioridades, estão medidas para acesso à tecnologia por pequenos produtores, o programa Mais Alimentos e ações voltadas à prática creditícia para mulheres, que representam 55% do microcrédito.
- A pasta pretende reabilitar até 300 mil agricultores familiares para crédito até a próxima safra, além de manter o apoio a linhas de financiamento para máquinas e adaptação climática.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) pretende criar o maior Plano Safra já lançado para a agricultura familiar no ciclo 2026/27, com início em 1º de julho. A meta é ampliar o volume de recursos e manter taxas de juros atrativas. A medida depende de definição com o governo.
A nova ministra Fernanda Machiaveli afirma que as condições atuais favorecem esse desenho, especialmente pela perspectiva de queda da Selic. Ela sustenta que taxas de juros negativas e maior disponibilidade de crédito devem reduzir entraves para o setor.
O governo estimulou, na safra 2025/26, o financiamento de R$ 78,2 bilhões para a agricultura familiar, com juros variando de 0,5% a 6% ao ano. A ministra destaca a importância de manter esse equilíbrio entre volume e custo do crédito.
Estrutura e negociações com a Fazenda
O texto do novo Plano Safra está sendo preparado pela pasta e será encaminhado à Fazenda para negociação com a equipe econômica. A ideia é ouvir bancos e organizações da agricultura familiar sobre demandas não atendidas.
Entre as prioridades, está a proteção de financiamentos voltados às mulheres, no marco do Ano Internacional da Mulher Rural. A ministra aponta ações que vão desde assistência técnica até linhas de crédito mais acessíveis.
Outras frentes incluem o Programa Mais Alimentos, com foco em mecanização, e financiamentos voltados à adaptação climática. Machiaveli enfatiza que a tecnologia e a modernização são pilares para a agricultura familiar.
Perspectivas do Mais Alimentos e impacto na indústria
O Mais Alimentos tem papel relevante para a indústria de máquinas agrícolas, segundo dados da Abimaq. A ministra afirma que manter linhas com juros acessíveis é prioridade para sustentar a produção nacional.
No Plano Safra 2025/26, o programa ofereceu juros de 2,5% a 5% ao ano para a compra de máquinas. Até abril, já haviam sido desembolsados R$ 16,687 bilhões para crédito de máquinas, com renda anual familiar de até R$ 500 mil.
A ministra diz que a negociação com a Fazenda visa manter juros facilitados e ampliar o volume de recursos, sobretudo para o setor de máquinas, que gera impacto econômico na cadeia produtiva. A intenção é preservar o crédito para investimento.
Meta de reabilitação de agricultores e cenário externo
O MDA pretende reabilitar até 300 mil agricultores familiares para crédito até a próxima safra, com 150 mil inadimplentes e 150 mil adimplentes em dificuldades. O objetivo é ampliar o acesso ao crédito até o fim do ano.
Pesos externos são reconhecidos, incluindo custos de produção elevados, efeitos de conflitos internacionais e queda de preços. Contudo, a menor Selic deve oferecer fôlego para ampliar o Plano Safra e ampliar entregas para o setor.
Na safra em curso, 1,649 milhão de contratos do Pronaf foram firmados até abril, totalizando R$ 56,135 bilhões em dez meses. O desembolso cresceu 3,5% ante o mesmo período da safra anterior.
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