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Ouro recua com aceleração da inflação nos EUA

Ouro fecha em queda ante inflação dos EUA em alta e dólar firme, elevando custo para compradores não dolarizados e mantendo a incerteza geopolítica

Barras de ouro maciço apreendidas em Roraima.
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  • Ouro encerrou em queda na Comex, com alta de inflação nos EUA e geopolítica; objetivo de junho caiu 0,9%, a US$ 4.686,7 por onça-troy.
  • Tensões entre Estados Unidos e Irã favoreceram dólar mais forte, tornando o ouro mais caro para compradores não dolarizados.
  • Inflação dos EUA avançou 0,6% em abril (mensal) e 3,8% no acumulado anual, acima do esperado.
  • Prata para julho caiu 0,41%, a US$ 85,591 por onça, após subida de mais de 6% na segunda-feira.
  • Mercados aguardam a confirmação de Kevin Warsh como indicado do Federal Reserve, com analistas divididos entre geopolítica e inflação.

O ouro encerrou a sessão desta terça-feira (12) em queda, refletindo o impasse entre os Estados Unidos e o Irã sobre o acordo para o fim da guerra no Oriente Médio. O dólar forte, fruto de tensões geopolíticas, tornou o metal dourado mais caro para compradores que não utilizam a moeda norte-americana. Na Comex, o ouro para junho fechou em queda de 0,9%, a US$ 4.686,7 por onça-troy.

A pauta geopolítica segue como um dos principais motivos de volatilidade, com negociações nucleares entre EUA e Irã travadas e o risco de atraso em um eventual acordo. O presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizou que não há pressa para encerrar o conflito, mantendo o debate em aberto. Do lado comercial, o cenário de energia elevada contribui para pressões inflacionárias.

A inflação dos EUA veio mais forte em abril, com alta de 0,6% frente a março e 3,8% no acumulado anual, acima do esperado por analistas. Esse movimento aumenta a cautela sobre políticas monetárias futuras e influencia o apetite por metais preciosos. Analistas divergem entre a influência da geopolítica e as preocupações com a inflação, enquanto o mercado aguarda sinais sobre o futuro presidente do Fed.

Na prata, a posição também recuou: para julho, o metal caiu 0,41%, fechando a US$ 85,591 a onça, após subir acima de 6% na segunda-feira. Segundo a DHF Capital, a demanda industrial e o status de ativo de proteção devem sustentar os preços, mesmo com a pressão de baixa decorrente de fatores inflacionários e do dólar.

Com informações de Dow Jones Newswires.

Mercado e perspectivas

O mercado observa a confirmação de nomes para ocupar cargos relevantes no Federal Reserve e o andamento das negociações EUA-Irã. Investidores avaliam impactos de inflação persistente, trajetória da política monetária e cenários de demanda por metais em setores como eletrificação, energia renovável e indústria automotiva. A leitura conjunta indica cautela diante de volatilidade geopolítica e pressões inflacionárias.

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