- Lucro líquido recorrente de R$ 575 milhões no 1º trimestre, avanço de 4% ante o mesmo período de 2025; analistas esperavam aproximadamente R$ 580 milhões.
- Receita líquida de R$ 3,3 bilhões, alta de 6% na comparação anual, puxada pela escalada da plataforma de banking.
- ROAE de 15,8%, aumento de 80 pontos base em relação ao ano anterior.
- Base de clientes em 34 milhões, alta de 6%; cash-in totalizou R$ 81 bilhões no período, crescimento de 11%.
- Depósitos somaram R$ 42 bilhões, alta de 23%; carteira de crédito ficou em R$ 5 bilhões, avanço de 36% anual, acima do guidance de 25% a 35%.
O PagBank, banco digital do grupo UOL, apresentou lucro líquido recorrente de 575 milhões de reais no primeiro trimestre, avanço de 4% ante o mesmo período de 2025. Os números foram divulgados nesta terça-feira (12).
A receita líquida somou 3,3 bilhões de reais, alta de 6% na comparação anual, impulsionada pela aceleração da plataforma de banking, segundo a instituição.
O ROAE (retorno sobre o patrimônio) subiu para 15,8%, ganho de 80 pontos-base em relação ao ano anterior. A base de clientes atingiu 34 milhões, 6% acima do visto em 2024.
O volume de cash-in, entradas de recursos nas contas digitais mais entradas na adquirência, somou 81 bilhões de reais, alta de 11% no ano. Depósitos chegaram a 42 bilhões, aumento de 23%.
A carteira de crédito ficou em 5 bilhões de reais, 36% maior que há um ano, superando levemente as metas de expansão para o ano, entre 25% e 35%.
Perspectivas e cenário macro
Gustavo Sechin, diretor financeiro, disse que a instituição sabe navegar em ambientes de instabilidade. O PagBank elevou a projeção para o nível da Selic ao fim do ano, estimando próximo de 13,50%, segundo o CEO Carlos Maud.
O banco comentou ainda o Novo Desenrola, programa do governo para renegociação de dívidas. O PagBank considera pouco impacto relevante para seu portfólio, que é pequeno, e ressaltou que o desenho 1 teve maior efeito que o Desenrola 2.
O governo lançou o Desenrola com garantia de até 15 bilhões de reais para viabilizar juros menores aos devedores, com impacto fiscal estimado em até 5 bilhões de reais. O PagBank mantém foco na gestão de crédito com carteira de 5 bilhões.
Em fevereiro, o Banco Central informou alta da inadimplência em recursos livres, para 5,5% em fevereiro, ante 5,3% em janeiro. O indicador atingiu o maior nível desde agosto de 2017, em 12 meses, houve alta de 1 ponto percentual.
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