- A Petrobras não tem intenção de reajustes abruptos de preços de combustíveis no Brasil; trabalha para aumentar a produção de derivados a fim de garantir segurança energética.
- A empresa afirmou que, desde março, com a guerra no Oriente Médio, busca ampliar a produção para atender a demanda interna, sem repasse súbito de custos ao consumidor.
- Foram registrados reajustes no óleo diesel e no querosene de aviação, mas a gasolina não teve aumento; a decisão depende de monitoramento de preços, participação no mercado e concorrência com o etanol.
- Em relação ao desempenho, a Petrobras teve lucro de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, frente a R$ 15,6 bilhões no quarto trimestre de 2025, e investimentos somaram R$ 26,8 bilhões.
- O preço médio do Brent no período ficou em US$ 80,61 por barril; a empresa informou que alta de petróleo após o início do conflito no Oriente Médio deve impactar as exportações no segundo trimestre.
A Petrobras foca no aumento da produção de derivados no Brasil para fortalecer a segurança energética, diante da escalada dos preços internacionais de petróleo causada pela guerra no Oriente Médio. A estatal afirmou que não pretende repassar repentinamente esse custo aos combustíveis.
A direção ressalta que mudanças abruptas de preço não estão nos planos da empresa, mesmo com o petróleo Brent acima de US$ 100 o barril. A prioridade é ampliar a oferta interna para reduzir impactos ao consumidor.
A estatal tem atuado para elevar a produção de derivados desde março, diante da combinação entre tensão geopolítica e turbulência na cadeia logística. O objetivo é manter o abastecimento estável no mercado interno.
Preços de combustíveis e mercado
Desde o início do conflito, a Petrobras já reajustou o diesel e o querosene de aviação, enquanto a gasolina não registrou reajuste recente. A gestão acompanha o mercado e a participação da Petrobras versus o etanol no Brasil.
A presidente Magda Chambriard explicou que o equilíbrio de preços depende da competição com o etanol e da demanda interna. O país utiliza frota flex, o que influencia as decisões sobre reajustes.
A diretora Angelica Laureano informou que mudanças no preço da gasolina não dependem do PLP 67/2026, que tramita no Senado para zerar tributos sobre combustíveis. O PLP pode impactar a possibilidade de repassar custos.
A empresa afirmou que o preço atual está equilibrado, segundo a gestão, e que a decisão sobre reajustes pode considerar o desempenho de produção e mercado.
Desempenho operacional
A Petrobras destacou recorde de produção de óleo e gás no primeiro trimestre de 2026, com aumento de 16,1% frente ao mesmo período de 2025. O FUT das refinarias ficou acima de 100%, o maior desde 2014.
A companhia informou que investe na confiabilidade de ativos e prevê menos paradas programadas em 2026, mantendo o foco em eficiência e continuidade da operação.
Desempenho financeiro e cenário
A empresa registrou lucro de R$ 32,7 bilhões no 1º trimestre de 2026, mais do que o dobro do trimestre anterior, mas menor que o mesmo período de 2025. O câmbio influenciou a comparação anual.
Os investimentos somaram R$ 26,8 bilhões no trimestre, alta de 25,6% frente ao 1T de 2025. A dívida consolidada ficou em US$ 71,2 bilhões, dentro do teto previsto no plano de negócios 2026-2030.
O custo médio do Brent ficou em US$ 80,61 por barril, 26,6% acima do fim de 2025. A Petrobras informou que a elevação nos preços de petróleo deverá se refletir nas exportações do segundo trimestre.
Entre na conversa da comunidade