- A Petrobras teve lucro líquido de R$ 32,663 bilhões no 1º trimestre de 2026, queda de 7,2% frente ao 1º trimestre de 2025, e alta de 109,9% vs. quarto trimestre de 2025.
- O EBITDA ajustado foi de R$ 59,643 bilhões, (-) 2,4% na comparação anual.
- A receita de vendas alcançou R$ 123,686 bilhões, alta de 0,4% em relação ao 1º trimestre de 2025, mas queda de 2,9% ante o quarto trimestre de 2025.
- As despesas operacionais ficaram em R$ 18,385 bilhões, acima dos R$ 18,164 bilhões do mesmo período do ano anterior.
- Os dividendos anunciados foram de R$ 9,03 bilhões (aproximadamente US$ 1,7 bilhão), abaixo do consenso, com dividend yield de 1,5%, e o EBITDA ficou aquém das projeções de US$ 11,3 bilhões a US$ 13,3 bilhões, sugerindo possível foco no 2T26.
A Petrobras divulgou na noite de 11 de abril de 2026 os resultados do 1T26. A empresa reportou lucro líquido de R$ 32,663 bilhões, queda de 7,2% frente ao 1T25, mas avanço de quase 110% ante o 4T21. O Ebitda ajustado ficou em R$ 59,643 bilhões, queda de 2,4%.
A receita de vendas somou R$ 123,686 bilhões, alta de 0,4% na comparação anual, porém caiu 2,9% ante o 4T25. Despesas operacionais atingiram R$ 18,385 bilhões no trimestre, acima dos R$ 18,164 bilhões de igual período do ano anterior.
Destaques operacionais e leituras do mercado
O resultado financeiro foi influenciado pela operação, com produção recorde no pré-sal. Analistas destacaram que o lucro ficou acima do consenso, mas houve ressalvas em relação aos itens financeiros. A avaliação aponta fortalecimento operacional, ainda que com espaço para melhoria no curto prazo.
A visão de mercado aponta que o petróleo ainda não se traduziu plenamente nos números do trimestre. O preço do Brent subiu, mas o impacto pleno deve aparecer no 2T26, conforme avaliadores. A mensagem é de continuidade na operação, com foco em produção e custos.
Dividendo e trajetória de curto prazo
O montante de dividendos gerou frustração entre operadores, com valor previsto abaixo do consenso. O anúncio de R$ 9,03 bilhões representa cerca de US$ 1,7 bilhão, gerando dividend yield de 1,5% no trimestre, ante expectativa de 1,7%–2%.
Essa leitura pode gerar volatilidade no curto prazo, conforme analistas. Ainda assim, o quadro operacional permanece visto como sólido, com expectativa de melhoria na cadeia de valor e, possivelmente, no desempenho do 2T26 se o preço do petróleo se manter.
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