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Petrobras mira suprir 100% do consumo local de diesel e gasolina, afirma Magda

Petrobras planeja atender cem por cento da demanda nacional por diesel e gasolina até 2030, ampliando produção e uso da capacidade instalada

Magda Chambriard, presidente da Petrobras, em teleconferência de resultados de primeiro trimestre com analistas
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  • Petrobras revisa plano de longo prazo para atender 100% da demanda brasileira por diesel e gasolina até 2030, buscando autossuficiência no diesel.
  • O plano atual prevê atender 85% da demanda local por diesel; ganhos de produtividade e maior uso da capacidade devem elevar esse patamar.
  • A utilização da capacidade instalada subiu de 89% (dezembro) para 97% (fim de março), impulsionada pela guerra no Oriente Médio e pelo ajuste de metas.
  • A produção de gasolina deve acompanhar o diesel, com expansão prevista; a produção de derivados cresceu 6,4% no trimestre.
  • O balanço do primeiro trimestre mostra lucro líquido de 32,6 bilhões de reais, EBITDA ajustado de 59,6 bilhões e distribuição de 9,03 bilhões em dividendos; as vendas no mercado interno subiram 2,9%.

A Petrobras está revendo seu plano de longo prazo para conseguir atender toda a demanda brasileira por diesel e gasolina até 2030. A afirmação foi feita pela presidente Magda Chambriard durante teleconferência de resultados com analistas nesta terça-feira.

Segundo a executiva, o objetivo é alcançar autossuficiência em diesel no país, com produção capaz de suprir 100% do consumo doméstico de ambos os combustíveis. O plano atual já projeta 85% de atendimento ao diesel, mas há a expectativa de ampliar a capacidade via ganhos de produtividade e maior aproveitamento da infraestrutura.

A companhia já informou que a utilização da capacidade instalada subiu para 97% no fim de março, ante 89% em dezembro. A elevação ocorreu em meio a impactos de conflitos internacionais que elevaram o preço do barril e abasteceram a estratégia de ampliar metas locais.

Sobre a gasolina, a Petrobras apontou que também planeja atender integralmente a demanda nacional. A medida é apresentada como desdobramento do maior uso da capacidade instalada e da demanda interna aquecida por derivados.

No trimestre, a produção de derivados cresceu 6,4% ante o mesmo período de 2025, acompanhando o aumento das vendas no varejo. A produção total de petróleo em boe/d avançou 2,8%, para 2,8 milhões, impulsionada pelo pré-sal.

As exportações mostraram dinamismo: a produção líquida de petróleo avançou 61,2% em um ano, para 888 mil barris por dia, com o China como principal destino. Vendas externas de óleo combustível subiram 15,4%, para 187 mil barris/dia.

A Petrobras informou ainda que colocou dez novos poços em operação entre janeiro e março, sete na Bacia de Campos e três na Santos. O plano de negócios prevê investimentos de US$ 109 bilhões nos próximos cinco anos, sendo a maior parte em projetos da carteira em implantação.

No âmbito financeiro, a estatal registrou lucro de R$ 32,6 bilhões no 1º tri de 2026, 7,2% abaixo do mesmo período de 2025. O resultado foi impulsionado pela valorização do real e pela queda de custos, com EBITDA ajustado de R$ 59,6 bilhões.

A empresa informou pagamento de dividendos de R$ 9,03 bilhões relativos ao trimestre. A companhia havia repassado R$ 11,6 bilhões a acionistas em relação a períodos anteriores, conforme balanço divulgado.

Apesar do desempenho positivo, o resultado financeiro ficou em R$ 1,75 bilhão, com variação de 1,2% ante 2025 e queda de 24,9% ante o último trimestre de 2025. A cotação do petróleo ficou acima de 2025, enquanto a valorização do real pressionou as receitas de exportação.

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