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Petrobras perde US$ 1 bilhão com gasolina; reajuste deve superar 15%

Petrobras sinaliza reajuste da gasolina acima de quinze por cento para cobrir US$ 1 bilhão em perdas, diante de impasse sobre zerar PIS e Cofins

Presidente Lula com Magda Chambriard, presidente da Petrobras, na cerimônia de posse da executiva
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  • A Petrobras registra perdas de cerca de US$ 1 bilhão com a gasolina devido à defasagem entre cotação internacional do petróleo e os preços praticados internamente.
  • A cotação do petróleo está em torno de US$ 100 o barril, e o estreito de Hormuz segue fechado, elevando o risco para o suprimento global.
  • A melhoria dos preços depende de um projeto de lei que zeraria a cobrança de PIS e Cofins sobre a gasolina, mas o governo enfrenta impasse no Senado.
  • A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, não participou da reunião do conselho nesta terça-feira, dedicando-se a Brasília para discutir o reajuste.
  • Dados indicam que o litro da gasolina deveria subir no mínimo R$ 1,70 para compensar a defasagem; há caminhos como reajuste maior, contenção de preço ou subvenção com recursos do Orçamento.

A Petrobras sinaliza reajuste de gasolina superior a 15% para compensar perdas com a defasagem em relação aos preços internacionais. O barril de petróleo segue em torno de US$ 100, o que pressiona custos da companhia.

Participantes das discussões internas afirmam que o descompasso entre cotação externa e preços praticados no Brasil acumulou cerca de US$ 1 bilhão desde o início do conflito envolvendo o Irã, em função do fechamento do estreito de Hormuz.

A estatal aguardava a tramitação de um projeto que zeraria a cobrança de PIS e Cofins sobre a gasolina para conter as perdas, mas o impasse político no Senado, agravado pela indicação de Jorge Messias ao STF, dificulta o avanço.

Magda Chambriard não integrou a reunião do conselho de administração desta terça-feira (11); ela esteve em Brasília tratando do reajuste com autoridades e membros do governo.

Dados oficiais apontam que o litro da gasolina deveria subir, no mínimo, R$ 1,70 para cobrir a defasagem com os preços internacionais. Há ainda a possibilidade de manter o preço estável, incorporando as perdas.

Estimativas internas indicam que o reajuste integral poderia chegar a 20% se a Petrobras optar por não repassar de imediato todo o impacto. Em outra frente, há a opção de subvenção com recursos do Orçamento.

O governo também analisa recursos para evitar alta no diesel, que já contribuiu para conter pressões inflacionárias e reduzir a sensação de efeitos econômicos em setores como o transporte.

A administração Lula tem interesse em evitar que o aumento da gasolina impacte a inflação e, por consequência, a percepção de apoio à sua gestão entre eleitores, especialmente em meio a dificuldades políticas.

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