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Por que a queda atual do Bitcoin difere de todas as anteriores

Queda do Bitcoin foi menos acentuada que em baixas anteriores, sustentada por ETFs regulamentados e aporte institucional que podem indicar um novo normal de volatilidade

Imagem criada por Decrypt com IA
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  • O Bitcoin caiu cerca de 36% do recorde de US$ 126.080, atualmente perto de US$ 80.500, menos do que quedas de 40% a 50% observadas em ciclos anteriores.
  • A recuperação recente soma 12,5% nos últimos 30 dias, com grande parte do avanço entre 1º de abril e 6 de maio, elevando o preço em cerca de 22%.
  • Analistas apontam que a mudança é sustentada por fatores institucionais, como ETFs e tesourarias empresariais em Bitcoin, que criaram um suporte estrutural.
  • Mudanças estruturais citadas incluem menor poder de precificação dos mineradores com oferta pós-halving, entrada de capital de ETFs regulamentados e migração da custódia para contas institucionais.
  • O futuro pode seguir por dois caminhos: transmissão de recursos para o Bitcoin se o mercado acionário seguir estável, ou queda adicional caso a bolha de IA estoure; o mercado ainda não sinaliza fim definitivo do bear market.

O Bitcoin segue em recuperação após uma forte queda que chegou a 36% do pico histórico, segundo dados de CoinGecko. O preço rondava US$ 80.500 no momento da redação, frente aos US$ 126.080 de outubro. Analistas discutem se o ciclo de baixa foi alterado de forma permanente.

A recuperação recente foi intensa, com alta de 22% entre 1º de abril e 6 de maio, após ganhar 12,5% nos 30 dias anteriores. A leitura geral é de que o atual movimento difere de quedas anteriores, mas há dúvidas sobre a permanência dessa mudança.

Mudanças estruturais no mercado

Pierre Rochard, CEO da The Bitcoin Bond Company, atribui a mudança a um conjunto de fatores: alta moderada, influxos de ETFs e acumulação por tesourarias corporativas. Para ele, o quarto mercado de baixa se descolou dos padrões históricos.

Ryan Yoon, da Tiger Research, aponta suporte institucional como elemento-chave: ETFs regulados e estratégias de longo prazo criaram um piso de preço que não existia em ciclos anteriores. A operação, segundo ele, pode manter o Bitcoin mobilizando-se de forma diferente.

Allen Ding, da Bitfire, cita três mudanças estruturais: menor poder de precificação dos mineradores com a redução da oferta pós-halving, entrada de capital via ETFs e a mudança de detentores de cripto para custodiar ativos em contas institucionais. Ele afirma que esse desvinculamento tende a persistir.

O mercado de baixa ainda pode não ter terminado

Analistas ressaltam que sinais on-chain não garantem continuidade do movimento. O Bitcoin já esteve acima de indicadores como Média Real de Mercado antes de recuos em 2014, 2018 e 2022, o que sugere cautela. O analista Illia Otychenko destaca que ainda não houve ponto sem retorno.

Quase 70% da oferta de detentores de curto prazo está com lucro, o que historicamente aumenta a pressão para venda. Otychenko vê a volatilidade atual como resultado de rearranjos de posição, não como sinal definitivo de ciclo de baixa encerrado.

Caminhos futuros

Ryan Yoon apresenta dois cenários. Caso o mercado de ações se mantenha estável, pode ocorrer uma transferência de recursos para o Bitcoin, fortalecendo o cenário positivo. Em contrapartida, um estouro da IA pode derrubar preços para patamares mais baixos.

A cobertura do tema enfatiza que o Bitcoin responde a fatores macroeconômicos e à evolução institucional do mercado de cripto. O horizonte envolve a observação de movimentos de ETFs, tesourarias corporativas e demanda de investidores institucionais.

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