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Preço do petróleo sobe após Trump ameaçar cessar-fogo e Irã apresenta ultimato

Brent avança a US$ 108,20 ante novo atrito entre EUA e Irã, com Trump chamando cessar-fogo de estado crítico e Irã apresentando ultimato

Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento do Irã, deu ultimato para EUA aceitarem proposta de paz
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  • O Brent atingiu US$ 108,20 por barril, alta de 3,83%, em meio a incertezas nas negociações entre EUA e Irã.
  • O West Texas Intermediate (WTI) ficou em US$ 102,03, alta de 4,03%, refletindo perspectivas de acordo mais distante.
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o cessar-fogo está em estado crítico e classificou a proposta iraniana como lixo.
  • Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento do Irã, afirmou que não há alternativa senão aceitar a proposta de 14 pontos apresentada pelos iranianos.
  • As tensões no estreito de Hormuz permanecem, com sanções americanas e ações de Turquia e Qatar buscando solução pacífica para o impasse.

O preço do petróleo subiu nesta terça-feira (12) em meio a incertezas nas negociações entre EUA e Irã. Donald Trump disse que o cessar-fogo está em estado crítico após rejeição da proposta de paz iraniana. O Irã, por sua vez, apresentou um ultimato considerado a única proposta viável pelos iranianos. A alta ocorreu no Brent, que chegou a US$ 108,20 por barril, às 8h, após abrir em torno de US$ 105 e alcançar pico de US$ 107.

O barril de Brent avançou 3,83%, com o contrato de julho em evidência. O West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, atingiu US$ 102,03, alta de 4,03%, para entrega em junho. As oscilações acompanham diretamente a tensão entre as partes e o risco de interrupção do fluxo de petróleo no estreito de Hormuz.

O Irã informou por meio do principal negociador e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, que não há alternativa a aceitar a proposta de 14 pontos apresentada. A mensagem foi veiculada pelo X, antes conhecido como Twitter, em tom firme, indicativo de que outras opções não seriam eficazes.

Entre as reações, o chanceler turco e o premiê do Qatar condenaram o uso estratégico do estreito de Hormuz para pressionar interesses regionais. Eles enfatizaram a necessidade de evitar danos ao tráfego marítimo e buscar solução fora de escaladas de confronto. O Brasil segue monitorando os desdobramentos e o impacto no mercado de energia global.

O governo dos EUA anunciou novas sanções na segunda-feira contra indivíduos e empresas acusados de facilitar o envio de petróleo do Irã para a China. As medidas visam cortar recursos para atividades militares e nucleares, segundo as autoridades americanas, além de alertas a instituições financeiras sobre tentativas de burlar restrições.

O contexto atual aumenta a volatilidade nos mercados, com negociações sobre um possível acordo de paz entre as duas nações ainda incertas. A continuidade das tratativas permanece como fator determinante para as próximas sessões de negociação e para a direção dos preços do petróleo.

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