- Preços da carne bovina nos EUA atingem recordes: carne moída acima de US$ 7 por libra e bife acima de US$ 13 por libra em abril, conforme dados oficiais.
- A inflação nos EUA subiu para 3,8% em abril, com o índice de preços ao consumidor avançando 0,6% na comparação mensal.
- A Casa Branca avalia decreto para reduzir tarifas e conter os preços, mas a medida foi adiada após protestos de pecuaristas e alguns republicanos.
- Mesmo com importações de quase 600 mil toneladas de carne bovina no primeiro trimestre, o rebanho americano está no menor nível em setenta e cinco anos, e as remessas estrangeiras representam menos de 20% do abastecimento.
- Exportadores como Argentina, Brasil e Austrália podem se beneficiar, mas o alívio definitivo depende de maior oferta de gado vivo.
O preço da carne bovina nos EUA atingiu recordes históricos, pressionando o governo a agir. Em abril, a carne moída passou de US$ 7 por libra, enquanto o corte bovino chegou a mais de US$ 13 por libra, conforme o Departamento de Estatísticas do Trabalho. A inflação nos EUA chegou a 3,8% em abril.
A Casa Branca tenta frear a alta antes das eleições de meio de mandato. Trump planejava assinar um decreto para reduzir tarifas sobre carne importada, mas o anúncio foi adiado após protestos de pecuaristas e críticas no Congresso.
O país continua a enfrentar custos elevados de alimentação. As importações de carne e derivados somaram quase 600 mil toneladas no primeiro trimestre, alta de 16% ante 2025, ainda que a oferta interna de gado esteja no menor nível em 75 anos.
Desdobramentos e cenário internacional
As autoridades avaliavam que importações poderiam baixar preços médios, mas o efeito seria gradual. Grandes exportadores como Brasil e Austrália podem se beneficiar, ainda que o abastecimento dependa da oferta interna de gado vivo.
A Argentina já teve incentivos ampliados para exportação, ampliando o leque de fornecedores. Entretanto, alterações na política de importação costumam enfrentar resistência de produtores locais e representantes no Congresso.
Tomates e café também registraram pressão inflacionária. O preço do tomate fresco atingiu novo recorde, com aumentos de quase 40% em 12 meses, impulsionados por quedas nas remessas do México. O café já vivia oscilações recentes, agravadas pelo clima e tarifas.
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