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Publicitário de Vorcaro depõe à PF e nega ataque ao BC nas redes

Publicitário depõe à PF e nega ter atuado para atacar o Banco Central; defesa sustenta atuação lícita na gestão de crise ligada ao Plano DV de Vorcaro

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está preso — Foto: Ana Paula Paiva/Valor
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  • Publicitário Thiago Miranda, dono da Agência Mithi, depôs nesta terça-feira à Polícia Federal na investigação sobre suposta campanha para atacar o Banco Central nas redes.
  • Miranda foi contratado por Daniel Vorcaro para o “Plano DV”, estratégia de comunicação para defender o extinto Banco Master e atacar o Banco Central.
  • A defesa de Miranda afirmou que ele se colocou à disposição das autoridades para esclarecer os fatos e negou que tenha atuado para atacar instituições públicas.
  • A investigação começou após a revelação da estratégia no começo deste ano e tramita em segredo de Justiça.
  • Vorcaro está preso; o caso envolve a tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília e a liquidação da instituição em novembro do ano passado.

O publicitário Thiago Miranda, dono da Agência Mithi, depôs nesta terça-feira à Polícia Federal (PF) sobre uma suposta campanha para atacar o Banco Central (BC) nas redes. Ele negou participação de seu trabalho em ações contra instituições públicas.

A investigação envolve o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que contratou Miranda para um suposto “Plano DV”. A ideia seria usar influenciadores para defender o Master e criticar o BC, após a tentativa de compra pelo BRB ter sido barrada.

Segundo a defesa, Miranda esclareceu que a atuação foi voltada a gestão de crise e reputação, sem objetivo de atacar órgãos de Estado. O advogado afirmou que não houve finalidade ilícita.

A PF abriu o inquérito no início deste ano, após a primeira fase da Operação Compliance Zero, e o processo tramita em segredo de Justiça. A apuração foca na existência e no alcance da estratégia.

A coluna de uma publicação de Salvador revelou que Vorcaro relatou ter discutido o plano na residência do empresário, em São Paulo, após sua primeira soltura no fim do ano passado. As informações foram divulgadas previamente.

Contexto da investigação

  • A apuração busca esclarecer se houve uso de influenciadores para favorecer o Master e atacar o BC.
  • A defesa reforça a distinção entre atividade lícita de comunicação e qualquer interpretação que configure finalidade ilícita.
  • A reportagem não cita nomes ou conteúdos específicos de posts, por tratar-se de investigação em andamento.

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