- A Reforma Tributária, instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023, substitui cinco tributos por um IVA dual: CBS (federal) e IBS (estatal/municipal).
- A transição ocorre gradualmente até 2033, com reflexos já esperados a partir de 2026, exigindo atenção imediata dos gestores.
- Pesquisa da PwC Brasil indica que 83% das empresas esperam impacto elevado e imediato, principalmente pela alta da carga na cadeia de valor (51%) e liquidez (44%).
- 37% das organizações estão em estágio inicial de mensuração dos efeitos, evidenciando necessidade de planejamento em tecnologia e governança.
- Recomendações: investir em tecnologia e comitês de planejamento tributário, adaptar modelos contábeis e operacionais, e monitorar as novas regras para reduzir riscos.
A Reforma Tributária brasileira, instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023, avança rumo a uma transformação fiscal sem precedentes desde 1960. O regime atual será substituído por um IVA dual: CBS federal e IBS de competência estadual e municipal.
A mudança entra gradualmente até 2033, mas seus efeitos já são esperados a partir de 2026. O objetivo é simplificar a cobrança, reduzir a cumulatividade e aumentar a competitividade. Contudo, adaptações tecnológicas e de gestão são previstas como necessárias.
Um levantamento da PwC Brasil aponta que 83% das empresas projetam impacto elevado e imediato. Entre as principais preocupações estão o aumento da carga na cadeia de valor e a pressão sobre o capital de giro.
Além disso, 44% das organizações citam impacto negativo no fluxo de liquidez e 18% apontam queda de competitividade. Cerca de 37% das empresas ainda mensuram os efeitos, indicando necessidade de planejamento estratégico.
Para gestores, o tema extrapola o fiscal. O especialista Roberto Torres, da DKP Consultoria, afirma que a transição exige velocidade de adaptação, capacitação e ajustes nos modelos contábil e fiscal.
Torres ressalta que as mudanças impactarão operações, sistemas e finanças. Revisões de benefícios fiscais, políticas de preços, logística e conformidade serão parte do cenário a partir de 2026.
Para reduzir riscos, é essencial investir em tecnologia e governança. A criação de comitês de planejamento tributário pode facilitar a interpretação das novas regras. A fiscalização passará a cruzar informações em tempo real.
A PwC destaca que a área de TI será fortemente impactada, com 70% prevendo alto efeito nos sistemas de gestão. Contabilidade e tecnologia lideram as ações, ainda que muitas empresas estejam no estágio inicial de preparação.
Roberto Torres alerta que a reforma pode passar por novas alterações ao longo do caminho, com ajustes que aproximem o sistema da meta de tributação mais clara. Acompanhar o ritmo das mudanças é fundamental para as organizações.
Independentemente de cenários políticos, o desafio é manter velocidade e controle de custos para que as empresas se ajustem à nova área fiscal e contábil. O acompanhamento técnico continuará central para o processo.
Fontes consultadas: PwC Brasil e DKP Consultoria e Tecnologia, que analisaram impactos esperados e estratégias de planejamento tributário.
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