- Letras financeiras, títulos de renda fixa de longo prazo emitidos por instituições financeiras, ganham acesso via ETFs negociados em bolsa, como o NLFA11 da Nu Asset.
- O NLFA11 replica o desempenho do índice ILFA, criado pela ANBIMA, reunindo títulos de bancos como Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil, BTG Pactual, Safra e XP.
- Vantagens: maior retorno potencial, estrutura de liquidez típica de ETFs e tratamento tributário favorável (sem come-cotas) em comparação a alguns fundos de renda fixa.
- Riscos: ausência de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e oscilações de preço devido à negociação em bolsa.
- A ideia é diversificar a carteira com crédito bancário e estruturas mais eficientes, embora requira atenção aos riscos de crédito e liquidez.
Em meio a juros elevados, letras financeiras ganham espaço como alternativa na renda fixa. Títulos emitidos por bancos chegam ao público via ETFs listados na bolsa, ampliando o acesso a esse segmento antes restrito a institucionais.
As letras financeiras, com prazo maior e menor liquidez, costumam oferecer remuneração superior aos CDBs. A estrutura favorece o retorno potencial ao manter recursos por períodos mais longos, incluindo opções atreladas ao CDI, IPCA ou taxas prefixadas.
Por que podem render mais que CDBs? A diferença vem do funcionamento do sistema bancário. CDBs exigem reservas para depósitos compulsórios, enquanto as LFs permitem remunerações mais elevadas, dada a menor liquidez e maior prazo.
O NLFA11, ETF lançado pela Nu Asset em dezembro de 2025, replica o ILFA, índice de letras financeiras da ANBIMA. O objetivo é refletir o crédito privado emitido por grandes bancos no Brasil, com diversificação e liquidez de ETF.
Entre os emissores presentes estão Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil, BTG Pactual, Safra e XP. O produto oferece negociação em bolsa com liquidação em D+1, similar a ações, facilitando entradas e saídas.
A estrutura conta com formador de mercado para reduzir distorções de preço. Conforme o avanço, a exposição ao crédito bancário ganha protagonismo dentro de uma carteira de renda fixa mais diversificada.
Riscos principais incluem o crédito, já que não há garantia do FGC. Além disso, cotas de ETFs podem oscilar com o mercado e mudanças na curva de juros, ao contrário de títulos até vencimento.
Para quem busca diversificação e eficiência operacional, as letras financeiras via ETF podem fazer sentido. A democratização do acesso é uma característica marcante da inovação no setor.
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