- Investimentos em rodovias no país devem somar cerca de R$ 400 bilhões nos próximos oito a dez anos, trazendo benefícios ao setor, mas apresentando desafios como a necessidade de mão de obra qualificada.
- A ABCR aponta a contratação de engenheiros para construção, operação e manutenção de estradas após o atual ciclo de leilões.
- Há preocupação com migração de engenheiros para o mercado financeiro ou para apps de transporte, além do risco de IA substituir parte das funções.
- O setor acredita viver o melhor momento da história, com investimentos federais e estaduais contratados e em andamento, não apenas em planos.
- Entre os desafios estão licenciamento ambiental e a implementação de medidas relacionadas aos pedágios, como o sistema freeflow e a cobrança via CNH do Brasil, com prazo inicial de adaptação para os usuários.
Os investimentos em rodovias no Brasil devem chegar a cerca de 400 bilhões de reais nos próximos oito a dez anos, segundo a ABCR. O ciclo de aportes tende a acelerar o setor, gerando oportunidades e também desafios.
A associação aponta a necessidade premente de mão de obra qualificada para construção, operação e manutenção após o atual ciclo de leilões. A escassez de engenheiros pode frear a implementação dos projetos já contratados.
A demanda, segundo a ABCR, virá em um momento em que muitos profissionais migraram para outros setores ou se tornaram motoristas de aplicativo. A instituição ressalta a importância de atrair jovens para engenharia, com perspectivas de longo prazo no setor.
Os debates sobre a retomada do emprego no setor vêm acompanhado de preocupações com a formação de profissionais que atuem em todas as etapas dos projetos, desde a concepção até a execução.
Além da mão de obra, a ABCR cita entraves regulatórios, como licenciamento ambiental, que podem atrasar obras e aumentar custos. A instituição reforça a necessidade de agilidade sem comprometer a proteção ambiental.
Condições de licenciamento e proximidade de soluções
O presidente da ABCR destaca que o atual momento resulta de um trabalho estruturado que começou no governo anterior e deve seguir independentemente de quem assuma a presidência. O objetivo é manter a implementação dos investimentos já contratados.
Segundo ele, os 400 bilhões não estão apenas em planos: estão em contratos ativos. A prioridade é executar as obras, garantindo fluxo de recursos, geração de renda e arrecadação de tributos.
Políticas de pedágios e impactos para motoristas
Sobre a suspensão de multas por não pagamento de pedágios via modelo freeflow, o dirigente analisa a medida como uma consolidação do modelo, não uma exceção. A ideia é regularizar pagamentos com punições reduzidas, sem anulá-los.
O governo federal projeta que a cobrança de pedágios seja modernizada com o uso de aplicativos, facilitando a quitação de débitos. A manutenção das praças eletrônicas de pedágio é mantida, sem cobrança de cancelas de forma radical.
Sinais de adesão e adesão futura
O governo também informou que, nos próximos meses, haverá visibilidade sobre o andamento dos pagamentos via CNH do Brasil, com possibilidade de quitação de débitos pendentes. As informações indicam resposta gradual dos usuários ao novo regime.
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