- A Shein processa a Temu na Alta Corte britânica, alegando uso de cerca de 2.300 imagens de seus produtos para promover cópias de roupas com vantagem desleal.
- A disputa, iniciada em 11 de maio de 2026, faz parte de um embate global entre as duas gigantes do varejo e-commerce no mercado de fast fashion.
- A Temu nega irregularidades, afirmando que a responsabilidade pelo conteúdo é dos lojistas independentes que utilizam seu marketplace, e entrou com uma contra-ação buscando indenização pela remoção de milhares de anúncios.
- A defesa da Temu sustenta que o processo visa sufocar a concorrência e acusa a Shein de violar leis de concorrência ao impor acordos de exclusividade a fornecedores chineses; essa parte deve ir a julgamento em 2027.
- O caso pode estabelecer precedentes sobre a responsabilidade de plataformas digitais por conteúdos de terceiros e sobre uso de propriedade intelectual no comércio eletrônico internacional, em meio a mudanças regulatórias que afetam expansão das marcas.
A Shein processa a Temu na Alta Corte britânica, iniciando na segunda-feira (11/05/2026). A ação acusa uso indevido de cerca de 2.300 imagens de produtos da Shein para promover cópias de roupas de marca própria, buscando vantagem desleal no mercado.
A Temu nega as irregularidades, afirmando que a responsabilidade pelo conteúdo recai sobre lojistas independentes que utilizam o marketplace. A empresa, controlada pelo grupo PDD Holdings, apresentou contra-ação buscando indenização pela remoção de milhares de anúncios após a liminar obtida pela Shein.
Guerra antitruste
A defesa da Temu sustenta que o processo visa sufocar a concorrência, e não proteger direitos autorais. A plataforma também acusa a Shein de violar leis de concorrência ao impor acordos de exclusividade a fornecedores chineses, impedindo vendas em outros marketplaces. Esse tema deve ir a julgamento apenas em 2027.
O caso ocorre em meio aos planos da Shein de abrir capital em Londres, após resistências regulatórias nos EUA. Ambas as empresas cresceram com preços baixos e logística agressiva, mas enfrentam mudanças em regras de impostos para encomendas pequenas na UE e nos EUA.
Perspectivas e impactos
O julgamento em Londres deve durar duas semanas e pode estabelecer precedentes sobre responsabilidade de plataformas por conteúdos de terceiros e uso de propriedade intelectual no e-commerce global. A decisão pode influenciar a atuação de marketplaces e estratégias de concorrência entre players chineses no Ocidente.
Entre na conversa da comunidade