- A Sol Agora levantou 600 milhões de reais para o seu quarto Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), chegando a 3 bilhões de reais captados desde o início, há quatro anos.
- O objetivo é financiar até 30 mil casas ou pequenos negócios com projetos de instalação de painéis solares; os pagamentos começam cerca de quatro meses após o empréstimo, com amortização prevista em até seis anos, dentro de um prazo total de nove anos.
- A captação ocorreu com investidores institucionais, incluindo aporte próprio de 75 milhões de reais, e a taxa ficou em CDI mais 1,85%, abaixo do valor do FIDC anterior.
- A demanda por crédito para energia solar segue alta, chegando a 1,5 bilhão de reais por mês, com 96% dos clientes pessoas físicas.
- A primeira chamada de capital será de 200 milhões de reais; o grupo pretende cumprir o aporte total até meados de novembro, com 29 investidores financiando a operação, cuja Brookfield detém 100% do capital.
A Sol Agora, fintech ligada à Brookfield, captou 600 milhões de reais para o seu quarto Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). A operação eleva o total captado pela empresa a 3 bilhões de reais desde o início das atividades, há quatro anos. O recurso será usado para financiar projetos de instalação de painéis solares.
A captação ocorreu junto a investidores institucionais, com aporte próprio da Sol Agora de 75 milhões de reais. O Fundo tem prazo de nove anos e planeja ampliar o crédito para cerca de 30 mil casas ou pequenos negócios, com pagamentos iniciando quatro meses após o empréstimo.
A demanda por crédito para soluções de energia solar continua forte, mesmo num ambiente de retração no crédito privado. Segundo a empresa, pedidos de crédito somam cerca de 1,5 bilhão de reais por mês.
Captação e condições
O juro da carteira de cotas sêniores ficou em CDI + 1,85%, abaixo do rendimento do FIDC anterior. O período de amortização foi estendido, começando 18 meses após o aporte, em vez de seis meses, permitindo reinvestimento inicial.
A oferta foi coordenada pelo Itaú, com presença de seis investidores institucionais, cinco deles já clientes da Sol Agora. Ao todo, 29 investidores participam da operação, da qual a Brookfield detém 100% do capital.
Estrutura financeira
A captação não desembolsará o montante de uma só vez. A primeira chamada de capital é de 200 milhões de reais, com previsão de uso até meados de novembro. As próximas chamadas dependerão da originação de novos créditos.
Metade do aporte ficou alocada nas cotas mezanino e metade nas cotas juniores, que tiveram participação integral da Sol Agora. Os títulos sêniores foram estruturados com classificação AAA pela Moody’s, o que ajuda a reduzir o custo de capital.
Prazo e garantias
O FIDC terá nove anos de duração, com devolução prevista dos aportes de cotas sêniores e mezanino em cerca de seis anos. O restante da operação ficará concentrado nas cotas juniores, que as próprias Sol Agora absorvem em caso de perdas.
Os pagamentos dos clientes devem ocorrer em parcelas mensais, com o início das amortizações programadas para 18 meses após o aporte. Os contratos utilizam equipamentos de geração de energia solar como garantia.
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