- O Tesouro Reserva, novo título do Tesouro Direto, foi lançado pelo governo e está disponível, por enquanto, apenas para clientes do Banco do Brasil, com aplicação a partir de R$ 1.
- O investimento permite resgate a qualquer momento, funciona 24 horas por dia com liquidação via PIX e não sofre marcação a mercado, oferecendo previsibilidade total.
- A rentabilidade está atrelada à Selic (atualmente 14,50% ao ano) e o vencimento é de 3 anos, mas o resgate pode ocorrer a qualquer momento sem desconto.
- Em simulação com Selic em 14,50% e tabela regressiva do IR, Tesouro Reserva fica próximo do Tesouro Selic e de CDBs que pagam CDI, enquanto a poupança fica atrás.
- Há cobrança de IR conforme o tempo de aplicação, IOF nos primeiros 30 dias e taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano (isenta até 10 mil reais).
O Tesouro Direto lançou o Tesouro Reserva, uma nova opção de investimento em títulos públicos. O produto facilita aplicações a partir de R$ 1, com resgate a qualquer momento e rendimento vinculado à Selic. Inicialmente, está disponível apenas para clientes do Banco do Brasil.
O objetivo é oferecer uma alternativa simples à poupança, aos CDBs e às fintechs. A adesão depende de cada instituição financeira, conforme implementação do produto. A proposta é combinar liquidez e previsibilidade de ganhos.
Segundo especialistas, o Tesouro Reserva e o Tesouro Selic chegam a ter rendimentos próximos. Comparações com CDBs que pagam 100% do CDI mostram variações de acordo com o emissor e o percentual do CDI oferecido.
A pesquisadora Thaísa Durso, da Rico, aponta que a principal diferença está na experiência de resgate: o Tesouro Reserva não sofre marcação a mercado, o que evita oscilações no valor antes do resgate. Já o Tesouro Selic pode oscilar levemente devido ao ajuste diário.
Entre os cenários simulados, a poupança rende menos que os títulos do Tesouro. Em 10 anos, a diferença acumulada pode chegar a mais de R$ 1.200, conforme o estudo. O Tesouro Reserva, o Tesouro Selic e muitos CDBs acompanham a Selic.
O Tesouro Reserva é considerado de baixo risco, por ser emitido pelo governo federal. Mantém liquidez 24 horas, com liquidação via PIX, e não possui desconto no resgate. O vencimento é de 3 anos, sem cobrança de penalidades para o resgate antecipado.
A tributação segue a tabela regressiva do Imposto de Renda para renda fixa. As alíquotas vão de 22,5% a 15%, conforme o tempo investido, além de IOF nos primeiros 30 dias. A taxa de custódia da B3 é de 0,20% ao ano, com isenção para aplicações de até R$ 10 mil.
O Tesouro Reserva oferece liquidez diária, inclusive nos fins de semana, conforme anúncio do Tesouro Nacional. A gestão pública ressalta a segurança de ativos soberanos em contraste com o risco bancário dos CDBs.
O que muda para o investidor em relação aos demais títulos fica na praticidade do resgate a qualquer hora e na previsibilidade de retorno. O Tesouro Reserva pode representar um ganho estável para quem busca liquidez imediata sem surpresas.
Acesse os detalhes da novidade junto ao Banco do Brasil e acompanhe as regulações futuras para adesão de outras instituições, conforme a expansão do produto.
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