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VC adota abordagem menos é mais com fundo de US$450 milhões

A-Star levanta 450 milhões de dólares no terceiro fundo, com foco seletivo em estágios iniciais e cheques de 3 a 5 milhões para 10% de participação

A-Star co-founders Bennett Siegel, left, and Kevin Hartz.
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  • A-Star levanta $450 milhões para o seu terceiro fundo, o maior até hoje, mas menor que os enormes fundos vistos no mercado de AI.
  • Kevin Hartz, cofundador da Eventbrite, e Bennett Siegel, ex- Coatue, comandam a gestora de estágio inicial.
  • A estratégia é investir em 30 a 40 empresas no estágio de seed, com cheques médios entre $3 milhões e $5 milhões e participação de 10% ou mais.
  • A abordagem é mais seletiva para seed/pre-seed, contrastando com fundos bilionários que buscam capital para AI em várias etapas.
  • O novo fundo será usado em quase três anos, e, se a participação chegar a 10%, a empresa não investe em concorrentes.

A-Star, firma de venture capital em estágio inicial criada por Kevin Hartz, cofundador da Eventbrite, e Bennett Siegel, ex-fundador da Coatue, deve anunciar hoje a captação de 450 milhões de dólares para seu terceiro fundo. Trata-se do maior aporte da gestora até agora, mas ainda longe dos bilhões vistos em outros players do setor.

A abordagem da A-Star privilegia investimentos menores e mais seletos, em linha com o que os fundadores chamam de foco no seed e pre-seed. A gestora afirma que nem todo investimento precisa seguir até a abertura de capital, reforçando a ideia de rentabilidade através de um portfólio mais curado.

O novo fundo destinará recursos a 30 a 40 empresas em estágio inicial, com cheques médios entre 3 e 5 milhões de dólares. A meta é manter participação de 10% ou mais em cada companhia; se esse nível for alcançado, a firma não investe em concorrentes. A rodada será aplicada ao longo de quase três anos.

Essa estratégia surge em meio a uma tendência entre VC firms de buscar fundos ainda maiores para financiar startups em ascensão, especialmente as que dependem de custos de computação crescentes. Nomes como OpenAI e Anthropic PBC aparecem como referência, com levantamentos significativos e ciclos de captação ampliados.

A-Star posiciona-se como alternativa a fundos maiores, defendendo investimentos mais seletivos e duração de investimento mais contida. A expectativa é que o novo fundo fortaleça o portfólio com startups em estágio inicial que demonstrem potencial de escalabilidade sem exigir aportes massivos de imediato.

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