- Caminhões registraram queda de quinze vírgula vinte e oito por cento no primeiro quadrimestre de dois mil e vinte e seis, com trinta mil quatrocentos e onze emplacamentos no Brasil, ante trinta e cinco mil oitocentos e noventa e sete no mesmo período de dois mil e vinte e cinco.
- O desempenho contrasta com alta de dezesseis vírgula trinta por cento no setor automotivo no mesmo intervalo, refletindo descompasso entre pesados e o restante do mercado; Move Brasil é apontado como fator de melhora futura.
- Ônibus acumularam queda de vinte por cento no quadrimestre, com oito mil trezentos e trinta e seis emplacamentos, e abril registrou dois mil quatrocentos e trinta e seis, baixa de quatro vírgula trinta e dois por cento.
- Implementos rodoviários fecharam o período com vinte e um mil e duzentos e noventa unidades, queda de sete a oito por cento em relação a dois mil e vinte e cinco.
- Veículos eletrificados avançaram quase cem por cento, totalizando cento e trinta e oito mil oitocentos e oitenta e seis unidades; híbridos cresceram setenta e um vírgula cinquenta e três por cento, elétricos puros trezentos e setenta e três por cento.
O mercado brasileiro de caminhões registrou retração de 15,28% no primeiro quadrimestre de 2026, com 30.411 unidades emplacadas. O desempenho contrasta com a alta de 16,30% do setor automotivo no período e evidencia o atraso dos pesados frente aos demais segmentos.
Pesados e agrícolas ficaram fora da recuperação, que marcou o melhor primeiro quadrimestre desde 2013. O total de caminhões recuou frente ao mesmo período de 2025, quando foram emplacadas 35.897 unidades, sinalizando cautela na renovação de frota.
Para o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, o ambiente financeiro, o preço do diesel, a demanda por frete e a previsibilidade econômica freiam investimentos. Mesmo assim, ele aponta sinais positivos com o Move Brasil ajudando a reduzir a perda em abril.
Desempenho por subsegmento
Os ônibus totalizaram 8.336 unidades no acumulado, queda de 10,76% ante 2025. Em abril, foram 2.436 unidades, menor pela comparação anual. A Fenabrave aponta ciclos de renovação e projetos públicos de transporte como principais motores das oscilações.
Implementos rodoviários somaram 21.290 unidades no quadrimestre, retração de 12,72% frente ao mesmo período do ano anterior. A nova etapa do Move Brasil amplia recursos e inclui caminhões, ônibus, micro-ônibus e implementos.
Virada nos eletrificados
Enquanto pesados recuam, a cadeia de eletrificados cresce rapidamente: foram 138.886 emplacamentos no quadrimestre, alta de 97,19% sobre 2025. Os híbridos somaram 90.485 unidades (alta de 71,53%), e os elétricos puros chegaram a 48.401 unidades (crescimento de 173,75%).
Em abril, os elétricos registraram crescimento anual de 272%, impulsionados pela entrada de novas marcas e modelos no mercado nacional. Também houve expansão significativa nas motos elétricas, com alta superior a 50% no quadrimestre.
Perspectivas e Move Brasil
A Fenabrave mantém projeções para 2026, com revisões previstas ao fim do primeiro semestre. O Move Brasil, que prevê financiamento de mais de R$ 21 bilhões para renovação, é visto como fator relevante para os próximos meses.
O setor acompanha de perto os impactos do programa, esperando refletirem-se nos números do segundo trimestre. A autoridade setorial aponta que o caminho para uma recuperação varia por segmento, conforme condições de crédito e custos operacionais.
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