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82% dos brasileiros que compraram criptomoedas não se arrependem

82% dos investidores de cripto não se arrependem dos aportes; 44% se arrependem de não ter começado antes, sinalizando entrada tardia como entrave

Foto: Shutterstock
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  • A pesquisa do Mercado Bitcoin, em parceria com Opinion Box, ouviu mil e nove pessoas entre 10 e 15 de abril de dois mil e vinte e seis, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais.
  • oitenta e dois por cento dos investidores de cripto não se arrependeram dos aportes; quarenta e quatro por cento se arrependem de não ter começado antes.
  • hoje, dezesseis por cento dizem ter criptomoedas; entre quem nunca investiu, cinquenta e seis por cento disseram ter interesse em investir no futuro.
  • diversificação é apontada como motivo principal por setenta por cento dos que investem em ativos digitais, enquanto sessenta e oito por cento buscam rentabilidade.
  • o bitcoin aparece como o ativo de maior rentabilidade da década, com valorização de dez mil setecentos e vinte e oito vírgula nove por cento em reais entre 2016 e abril de dois mil e vinte e seis; ainda assim, setenta e oito por cento erram ao apontar o ativo mais rentável.

Segundo a primeira edição da pesquisa Panorama do Investidor Brasileiro: ativos digitais e o futuro dos investimentos, o MB Mercado Bitcoin, em parceria com Opinion Box, 1.009 pessoas foram ouvidas entre 10 e 15 de abril de 2026. O estudo aponta que 82% dos investidores em cripto não se arrependem dos aportes, e 44% se arrependem de não ter começado antes. O levantamento é realizado entre brasileiros maiores de 18 anos, com algum tipo de investimento.

O Bitcoin aparece como ativo relevante na carteira, mas as criptomoedas ainda ocupam apenas parte do portfólio. Hoje, 16% dos entrevistados dizem possuir criptomoedas; entre os não investidores, 56% demonstram interesse em investir no futuro. A maioria dos respondentes mantém investimento conservador e recorre a ativos tradicionais, como CDB, poupança e Tesouro Direto.

Diversificação na carteira

A pesquisa indica que, entre quem investe em ativos digitais, a diversificação é um fator-chave, com 70% citando a diversificação e 68% a rentabilidade como motivos para investir em cripto. Simulações mostram que pequenas frações de Bitcoin podem elevar o retorno de uma carteira tradicional sem aumentar significativamente a volatilidade.

Entre 2016 e abril de 2026, o Bitcoin registrado como o ativo de maior rentabilidade da década, com valorização expressiva. Ainda assim, 78% dos respondentes erram ao indicar o ativo mais rentável da década; entre investidores com cripto, esse erro fica em 63%.

Educação financeira e linguagem

O estudo aponta uma barreira de compreensão: 62% reconhecem dificuldade em entender termos como blockchain, halving e mining, o que explica parte da diferença entre satisfação entre quem já investe e o público em geral. A conclusão é que o setor precisa simplificar o idioma para ampliar a adesão.

Perspectivas e hábitos de investimento

79% dos compradores de cripto veem quedas do Bitcoin como oportunidade de compra, e 61% do público em geral compartilha essa visão. A frequência de aportes também se destaca: 68% dos criptoinvestidores fazem contribuições regulares, ante 56% no conjunto.

Sobre plataformas, confiança e regulação aparecem como fatores centrais, com 55% buscando plataformas regulamentadas, seguidas por segurança (48%) e clareza de uso (45%). Metade dos investidores já consideraria trocar o Pix por um cartão com cashback em Bitcoin.

O estudo enfatiza que o futuro da carteira brasileira tende a combinar ativos tradicionais com cripto, priorizando segurança, rentabilidade e soluções práticas, conectadas ao dia a dia do investidor.

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