- O IPCA de abril teve queda menor, marcando o pior desempenho para o mês desde 2022.
- Apesar da desaceleração mensal, o cenário de preços para o ano piorou devido ao aumento de alimentos e da gasolina.
- A elevação de preços foi influenciada pela disparada internacional do petróleo, causada pelo conflito no Oriente Médio.
- Bens industriais e serviços sensíveis ao ciclo econômico também aceleraram, o que complica a continuidade de cortes na taxa de juros.
- O conjunto de pressões aponta para uma inflação mais difícil de controlar no curto prazo.
O IPCA de abril mostrou a pior leitura para o mês desde 2022, com alta difundida pelos alimentos e pela gasolina. O avanço teve como principal impulso a disparada do petróleo, ligada ao conflito no Oriente Médio, e não apenas a pressões domésticas.
Segundo dados oficiais, a inflação desacelerou frente aos meses anteriores, mas o cenário anual piorou em função do desempenho de itens sensíveis ao consumo e aos preços de energia. Bens industriais e serviços ligados ao ciclo econômico também mostraram aceleração.
A alta de preços de alimentos voltou a ganhar relevância, pressionando o índice em vários itens da cesta básica. A elevação na gasolina refletiu a cotação internacional do petróleo, atrelada às tensões geopolíticas no Irã e na região.
Contexto e desdobramentos
Analistas ressaltam que o núcleo da inflação também apresentou surpresa positiva em alguns serviços, mas o impacto agregado eleva a dificuldade para o Banco Central sustentar cortes adicionais na taxa de juros neste cenário. A autoridade monetária monitora componentes de serviços intensivos em mão de obra e de bens de consumo com maior sensibilidade a choques externos.
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