- Em março, a alta de preços de combustíveis impactou o volume de vendas da atividade em relação à receita, segundo o IBGE.
- A receita com combustíveis e lubrificantes subiu 11,4% em março ante fevereiro, enquanto o volume cresceu apenas 2,9%.
- O IPCA apontou alta de 4,47% nos preços dos combustíveis em março, após recuo de 0,47% em fevereiro.
- O movimento é associado ao cenário internacional, com o início da guerra no Oriente Médio no fim de fevereiro, que elevou os preços do petróleo.
- Segundo o IBGE, a diferença entre aumento de receita e volume representa o efeito de preços, e, apesar do reajuste, houve manutenção de demanda em março.
O aumento de preços em março impactou o volume de vendas de combustíveis e lubrificantes, aponta a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE, sob coordenação de Cristiano Santos. A evolução não acompanhou a alta da receita, que cresceu 11,4% frente fevereiro.
Segundo o IBGE, o volume de vendas subiu apenas 2,9% no mesmo período. A diferença entre receita e volume indica o efeito dos preços, segundo o gerente da PMC. O IPCA mostrou alta de 4,47% em março, após recuo de 0,47% em fevereiro.
O movimento é creditado ao cenário internacional, com o início da guerra no Oriente Médio no fim de fevereiro, que pressionou os preços do petróleo. A metodologia do IBGE aponta esse gap entre receita e volume como o impacto direto dos preços.
Cristiano Santos explicou que, apesar do aumento de receita, o crescimento do consumo não foi suficiente para compensar o efeito inflacionário. A alta de 11,4% na receita de combustíveis e lubrificantes não se traduziu em equivalente ganho de volumes.
Apesar da pressão, o gerente ressaltou que o aumento dos preços não afastou completamente o consumidor em março, mantendo algum nível de demanda. O resultado aponta para um dinamismo ainda presente no varejo de combustíveis, mesmo diante da inflação.
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