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Alta dos combustíveis por guerra não acelera transição energética

Guerra eleva combustíveis, mas não acelera a transição energética; dependência de uma única região persiste como risco, em SPIW

Raquel Landim conduz debate com Clarissa Lins e Marcelo Araujo no 1º dia do SPIW, no Pacaembu.
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  • Debates no São Paulo Innovation Week destacam que alta de combustíveis causada pela guerra pode não acelerar a transição energética.
  • Clarissa Lins ressalta fragilidade de depender de uma única fonte/região de energia e aponta que países importadores podem voltar a usar carvão para segurança energética; outros podem ampliar investimentos em energia limpa.
  • Ela reforça que a China domina grande parte de cadeias de energia solar, baterias e veículos elétricos, com fatias de mercado entre setenta e oitenta por cento, o que dificulta a competição global.
  • Marcelo Araujo afirma que a transição energética precisa considerar segurança energética, competitividade e soberania, variáveis que variam conforme a realidade do Brasil.
  • Araujo defende exploração de petróleo na Margem Equatorial para evitar tornar o Brasil importador líquido e reduzir vulnerabilidade a volatilidades como as registradas durante conflitos.

O debate sobre energia abriu o segundo dia do São Paulo Innovation Week (SPIW), em São Paulo. Clarissa Lins, sócia-fundadora da Catavento, e Marcelo Araujo, ex-presidente de empresas como Ipiranga e Libra, discutiram como a guerra no Oriente Médio afeta o mercado de energia e a transição energética. O SPIW ocorre no Pacaembu e na Faap, de 13 a 15 de maio, reunindo mais de 2 mil palestrantes.

Segundo Lins, o aumento de preços dos combustíveis e a escassez regional não garantem aceleração da transição. Ela afirma que a dependência de uma única fonte ou região eleva a fragilidade das cadeias e pode levar importadores a recorrer ao carvão para manter segurança energética. Ainda assim, ressalta, há países que devem ampliar investimentos em fontes limpas.

Contexto internacional

Lins aponta que a guerra evidencia riscos de depender de um único polo produtivo. Ela destaca que a China domina cadeias de energia solar, baterias e veículos elétricos, com participação de 70% a 80% em setores-chave. O país investe fortemente nessas tecnologias há cerca de duas décadas, o que pode manter a competitividade de seus preços.

Desafios para o Brasil

Araujo reforça que a transição energética não pode ignorar segurança energética, competitividade e soberania. O Brasil tem vantagem ao combinar fontes de energia limpa com produção de petróleo, garantindo diversidade de suprimentos. Ele ressalta que manter a produção interna ajuda a evitar volatilidades externas.

Caminhos estratégicos para o País

O executivo sugere que o Brasil explore a Margem Equatorial para não se tornar importador líquido de petróleo, reduzindo a exposição a choques de oferta. A fala aponta para a necessidade de alinhar políticas de energia com investimentos em infraestrutura, inovação e resiliência diante de cenários geopolíticos voláteis.

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