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Anthropic amplia atuação no mercado corporativo com executivos brasileiros

Anthropic acelera presença no Brasil com foco corporativo, planeja escritório após 2027 e lança agentes gerenciados para empresas

Henrique Savelli, arquiteto brasileiro de IA da Anthropic — Foto: Editora Globo
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  • A Anthropic quer acelerar sua presença no Brasil, focando principalmente no mercado corporativo e vendo o país como protagonista da próxima fase da IA.
  • Durante o AI Festival em São Paulo, Henrique Savelli detalhou uso interno de agentes de IA e como a empresa pretende expandir sua atuação com clientes corporativos brasileiros.
  • A empresa planeja abrir um escritório no Brasil após 2027 e oferecer workshops sobre seus produtos durante o evento para aumentar o contato com potenciais clientes.
  • A evolução interna já mostra impacto: 90% do código da Anthropic é produzido por agentes da IA Claude, fruto de avanços desde 2023 com menos dependência de intervenção humana.
  • O objetivo atual é levar o conceito de agentes a áreas não técnicas, com o Claude Cowork para atender equipes como vendas, jurídico e financeiro, sem exigir que as empresas mantenham infraestrutura própria.

A Anthropic, empresa de IA responsável pelo Claude, planeja ampliar atuação no mercado corporativo brasileiro. Em São Paulo, durante o AI Festival da StartSe, Henrique Savelli detalhou usos internos de agentes de IA e planos para o Brasil em 2026.

Savelli, arquiteto de IA da empresa, apontou que o Brasil pode liderar o uso de IA e agentes no mercado latino-americano. Não existe um manual consolidado para empresas da região, segundo ele, abrindo espaço para o papel protagonista do país.

A empresa anunciou, ainda, planos de abrir um escritório no Brasil após 2027, informou Mike Krieger, cofundador do Instagram e atual responsável pelo Anthropic Labs. A abordagem inicial foca em clientes corporativos e indústrias interessadas em Claude e agentes autônomos.

Expansão e serviços para empresas

No palco, Savelli mostrou como a Anthropic evolui de chatbots para automação corporativa. Em 2023, os primeiros chatbots geravam produtividade básica; em 2025, o foco passou a ser agentes que evoluem com os próprios modelos.

Foi apresentado o Claude Code, ferramenta que transforma problemas em código por meio de etapas, verificações e entregas automatizadas. Segundo o executivo, 100% do código gerado vem do Claude Code.

A transformação interna é destaque: Savelli afirmou que o código do Claude Code é inteiramente escrito por agentes. Ele destacou que o ritmo de lançamentos dobrou nos últimos meses, com mais de 100 produtos lançados desde janeiro.

Novas frentes para o mercado brasileiro

A Anthropic prevê levar o conceito de agentes para áreas não técnicas. Surge o Claude Cowork, voltado a equipes de vendas, jurídico e financeiro, com integração aos CRMs e acesso a dados internos.

Savelli explicou que um agente de IA combina modelo (o cérebro) e harness (o corpo), incluindo infra, contextos e fluxos da empresa. A infraestrutura facilita a operação dos agentes de IA.

A empresa lançou, ainda, o conceito de *managed agents*, permitindo que companhias criem seus próprios agentes sem gerir infraestrutura. O cliente define funções; a Anthropic hospeda, com observabilidade garantida.

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