- Em abril de 2026, ETFs (fundos negociados em bolsa) de energias renováveis captaram mais de US$ 3 bilhões, o maior volume mensal desde janeiro de 2021, enquanto ETFs de petróleo e gás ficaram para trás.
- Uma pesquisa global do instituto CORE, realizada em março de 2026, mostrou que 14% dos investidores elegeram renováveis como principal aposta de retorno em um ano, alta em relação ao levantamento anterior.
- O maior fundo soberano do mundo formalizou a virada: o Norges Bank Investment Management anunciou meta de destinar 1% de seus ativos a projetos de energia renovável até 2030, o que, pelo tamanho atual do fundo, representa pelo menos US$ 12,6 bilhões.
- O impulso vem da guerra no Oriente Médio: 23 países (em cinco continentes) anunciaram estratégias de energia limpa para reduzir vulnerabilidades da cadeia de suprimentos de combustíveis fósseis; exemplos incluem Inglaterra, que passou a exigir bombas de calor e painéis solares em novas casas, e Vietnã, que cancelou a maior usina de gás natural liquefeito em favor de renováveis.
- Mesmo antes do conflito, o investimento global na transição energética já crescia, atingindo US$ 2,3 trilhões em 2025; porém o custo de financiamento de renováveis varia muito, com Europa em 5% ao ano e mercados emergentes da Ásia chegando a quase 13%.
Atenção aos fluxos de capitais: fundações de energia limpa atraem mais dinheiro que petróleo e gás pela primeira vez em anos. Em abril de 2026, ETFs globais de renováveis captaram mais de US$ 3 bilhões, índice mais alto desde janeiro de 2021, segundo a Morningstar. Enquanto isso, ETFs de petróleo e gás ficaram atrás.
A virada não é apenas de investidores veteranos. Uma pesquisa global com investidores, realizada em março pelo CORE, revelou que 14% veem renováveis como principal aposta de retorno em 12 meses, ante 9% em rodada anterior. Trata-se da maior alta entre as fontes de energia.
O tamanho do aporte ajuda a entender o movimento. O Norges Bank Investment Management, maior fundo soberano do mundo, anunciou em 5 de maio a meta de destinar 1% de seus ativos a projetos de energia renovável até 2030, o que, para o fundo de US$ 2,1 trilhões, representa mais de US$ 12,6 bilhões. Há possibilidade de subir para 2%.
Por que cresce o interesse pelas renováveis?
A tensão geopolítica decorrente da invasão ao Irã, em 28 de fevereiro de 2026, elevou os choques de preço e a incerteza sobre combustíveis fósseis. Em resposta, 23 países em cinco continentes criaram metas para acelerar energia limpa, citando segurança energética.
Entre os avanços anunciados, o Reino Unido passou a exigir bombas de calor e painéis solares em novas moradias. A Indonésia estabeleceu 100 GW de solar em três anos. As Filipinas aprovaram rapidamente 1,47 GW em renováveis com armazenamento.
No Vietnã, o maior conglomerado privado cancelou a construção da maior usina de LNG local para investir em renováveis, citando riscos do conflito no Oriente Médio.
Antes mesmo da guerra, o mercado já mostrava crescimento. A transição energética somou US$ 2,3 trilhões em 2025, conforme a BNEF, com o conflito acelerando a adoção frente à vulnerabilidade das cadeias de suprimento.
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