- Banco do Brasil reduziu a projeção de lucro para 2026, estimando entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões.
- No primeiro trimestre, o lucro líquido ajustado foi de R$ 3,4 bilhões, queda de 53,5% frente ao mesmo período de 2025 e 40,2% abaixo do trimestre anterior.
- A instituição elevou a previsão de custo de crédito para 2026, entre R$ 65 bilhões e R$ 70 bilhões; nos três meses, o custo somou quase R$ 18,9 bilhões, alta de 85,8% anual.
- A executiva citou maior pressão no crédito do agronegócio e uso de garantias para recuperação de ativos; a carteira de crédito expandido chegou a R$ 1,3 trilhão.
- O BB aprovou a distribuição de Juros sobre Capital Próprio de R$ 465,7 milhões aos acionistas, com pagamento em 11 de junho.
O Banco do Brasil revisou para baixo a previsão de lucro para 2026, após registrar queda acentuada no primeiro trimestre. O lucro líquido ajustado ficou em 3,4 bilhões de reais entre janeiro e março, 53,5% menor que o mesmo período de 2025, e 40,2% menor ante o trimestre anterior.
A instituição informou que espera lucro entre 18 e 22 bilhões de reais em 2026, recalibrando a projeção após o atual resultado. A revisão ocorre em meio a pressão maior sobre a carteira de crédito, especialmente no agronegócio.
O banco também elevou a estimativa de custo de crédito para 2026, para 65-70 bilhões de reais. Nos primeiros três meses, o custo de crédito somou quase 18,9 bilhões, alta anual de 85,8%.
Resultados e métricas do trimestre
A presidente-executiva Tarciana Medeiros afirmou que o recuo reflete um cenário desafiador para o crédito, com pressão maior na carteira do agronegócio. A carteira de crédito expandida atingiu 1,3 trilhão de reais, alta de 2,2% em 12 meses.
O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 5,05% em março, frente a 3,63% há um ano. No crédito rural, a inadimplência acima de 90 dias ficou em 6,22%, com empréstimos de custeio registrando 10,56% de inadimplência.
Na pessoa física, a carteira expandida cresceu 1,4% no trimestre, para 361,8 bilhões de reais, com inadimplência de 6,82% (acima de 90 dias). Já a carteira de grandes empresas recuou 1,9% na base anual.
Dívidas, margens e ROE
A margem financeira bruta somou 27,4 bilhões de reais no 1º trimestre, alta de 14,8% ante 2025, impulsionada por receitas financeiras, apesar de recuo sazonal de 1,3% na margem bruta no trimestre.
O ROE ficou em 7,3%, abaixo de 16,7% em 2025. O índice de Basileia ficou em 14,23% e o de capital principal em 11,59%. O banco encerrou março com ativos de 2,6 trilhões de reais e 3.942 agências.
Distribuição de valor aos acionistas e perspectivas
O BB aprovou a distribuição de 465,7 milhões de reais em JCP (juros sobre capital próprio) referente ao 1º trimestre de 2026, com pagamento em 11 de junho aos acionistas detentores de 1º de junho.
Em termos de operações, as despesas administrativas avançaram 5,5% na base anual, totalizando 10 bilhões de reais no trimestre, enquanto as receitas de serviços cresceram 5,5% anual, ficando estáveis diante do trimestre anterior.
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