- Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,431 bilhões no 1º trimestre de 2026, queda de 40,2% frente ao período anterior e de 53,5% ante o mesmo trimestre de 2025; lucro líquido contábil foi de R$ 3,090 bilhões, com quedas de 37,9% trimestral e 54,4% anual.
- O resultado ficou levemente abaixo da projeção de analistas consultados pelo Valor, de R$ 3,498 bilhões.
- Carteira de crédito ampliada atingiu R$ 1,306 trilhão, variações de +0,7% no trimestre e +2,2% em 12 meses; margem financeira bruta foi de R$ 27,426 bilhões, -1,3% QoQ e +14,8% YoY.
- Provisões para devedores duvidosos somaram R$ 18,865 bilhões, alta de 5,0% no trimestre e de 85,8% em 12 meses; inadimplência caiu para 5,05% em março, frente 5,17% em dezembro, mas subiu ante 3,63% de março de 2025.
- ROE ficou em 7,3%; Índice de Basileia em 14,23%; tesouraria somou R$ 4,491 bilhões, alta de 33,0% no trimestre.
O Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,431 bilhões no primeiro trimestre de 2026, com queda de 40,2% frente ao trimestre anterior e de 53,5% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pelo Valor, que projetavam R$ 3,498 bilhões. O lucro líquido contábil foi de R$ 3,090 bilhões, recuo de 37,9% trimestral e de 54,4% anual.
A margem financeira bruta somou R$ 27,426 bilhões, com queda de 1,3% frente ao último quarto de 2025, mas alta de 14,8% ante o 1º trimestre de 2025. A carteira de crédito ampliada chegou a R$ 1,306 trilhão, aumento de 0,7% no trimestre e 2,2% em 12 meses. Provisões para devedores duvidosos (PDD) somaram R$ 18,865 bilhões, alta de 5,0% no período e de 85,8% em 12 meses. A inadimplência caiu para 5,05% em março, ante 5,17% em dezembro, porém ficou acima dos 3,63% de março de 2025.
Receitas de prestação de serviços ficaram em R$ 8,821 bilhões, estáveis frente ao trimestre anterior (-0,2%) e com ganho de 5,5% em 12 meses. Despesas administrativas somaram R$ 10,017 bilhões, alta de 1,3% no trimestre e 5,5% em 12 meses. O ROE ficou em 7,3%, ante 12,4% no trimestre anterior e 16,7% no 1º trimestre de 2025. O Índice de Basileia, buffer regulatório, caiu a 14,23%, frente 15,13% no trimestre anterior e 14,14% há um ano.
Desempenho por indicador
A carteira de crédito ampliada atingiu R$ 1,306 trilhão em março de 2026, com as receitas de crédito impulsionando a margem financeira. O spread com clientes ficou em 8,21%, frente 8,91% no trimestre anterior e 7,48% há um ano. O resultado de tesouraria somou R$ 4,491 bilhões, alta de 33,0% no trimestre e 26,4% em 12 meses. Segundo o balanço, o crescimento da margem financeira bruta (+14,8%) reflete maior contribuição das operações com pessoas físicas (+19,1%) e do desempenho da tesouraria, com alta de 27,2% no TVM.
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