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BB aponta mais incertezas em mudanças nas projeções de lucro

BB reduz projeção de lucro para 2026 diante de maior incerteza geopolítica e necessidade de maior prudência na gestão de riscos

Geovanne Tobias, vice-presidente financeiro do Banco do Brasil (BB) — Foto: Divulgação
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  • O BB reduziu a projeção de lucro para 2026, citando mais incertezas e desafios no ambiente geopolítico.
  • Na teleconferência sobre o 1º trimestre, o vice‑presidente Geovanne Tobias afirmou que o cenário atual demanda maior prudência na gestão de risco.
  • A empresa destacou que a margem evoluiu com crescimento de crédito, diversificação de captações e alocação adequada de liquidez, com melhoria no mix de linhas de maior retorno/risco.
  • No agronegócio, o BB encerrou contratações do programa BB Regulariza Agro com quase R$ 38 bilhões, para cerca de 25 mil produtores, com 92% do lastro em garantia de imóveis.
  • O banco renegociou R$ 1 bilhão em dívidas no Novo Desenrola Brasil e informou que 63% das operações do Plano Safra 2025/2026 com grandes produtores já utilizam garantia de alienação fiduciária.

O vice-presidente Geovanne Tobias, do Banco do Brasil, afirmou nesta quinta-feira (14) que houve ajuste na projeção de lucro para 2026 devido a mais incertezas e desafios no cenário. O comentário ocorreu durante teleconferência com analistas e investidores sobre os resultados do primeiro trimestre.

Tobias destacou a mudança no ambiente geopolítico e o impacto nos modelos de risco do banco. A previsão de Selic passou de 12% para 13,5%, o que, segundo ele, afeta clientes e eleva a prudência necessária na gestão dos negócios.

O executivo explicou que o resultado do 1º trimestre ainda reflete risco de crédito agravado, mas mostra força da operação integrada aos negócios gerados pelas empresas do conglomerado. Ele apontou evolução da margem com crescimento do crédito e diversificação de captações.

Ainda sobre o agronegócio, Tobias informou que o BB encerrou as contratações do programa BB Regulariza Agro com quase R$ 38 bilhões, envolvendo 25 mil produtores. A maior parte do lastro está em garantias imobiliárias, com 92% nessas garantias.

Segundo o banco, o ritmo de cobranças foi acelerado. No primeiro trimestre, a instituição realizou metade das cobranças judiciais feitas em 2025, segundo o executivo.

Em relação ao Plano Safra 2025/2026, o BB afirmou que 63% das operações com grandes produtores já foram contratadas com garantia de alienação fiduciária. O indicador indica maior segurança para créditos de longo prazo.

Ainda quanto a políticas de crédito, Tobias informou que o BB renegociou R$ 1 bilhão no programa Novo Desenrola Brasil. A retomada da saúde financeira das famílias é vista como essencial para a normalização do ciclo de crédito, destacou.

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