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Bitcoin luta por US$81 mil com inflação nos EUA e guerra pressiona criptos

Bitcoin permanece acima de US$ 81 mil, diante inflação dos EUA de 3,8% e tensão no Oriente Médio, com riscos de juros pressionando criptos

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  • O Bitcoin subiu 0,5%, cotado a US$ 81.091, buscando manter-se acima de US$ 81 mil.
  • Ethereum avançou 1,1% para US$ 2.314; XRP ganhou 0,5% e Solana ficou estável; BNB subiu 3,1% e Dogecoin avançou 4,3%.
  • A inflação dos EUA ficou em 3,8% em abril, maior em três anos, pressionada principalmente pela alta dos combustíveis em função da guerra no Irã.
  • Os rendimentos de títulos dos EUA de dois anos ficaram pouco abaixo de 4%, enquanto o rendimento de Treasuries japoneses de 20 anos atingiu o maior nível desde 1997.
  • A visão de André Franco, CEO da Boost Research, é de consolidação com viés de pressão: o Bitcoin pode oscilar entre US$ 79.800 e US$ 82.300, com risco de queda caso os juros subam.

O Bitcoin caiu ou subiu nesta quarta-feira (13) e busca se manter acima de US$ 81 mil, diante de uma inflação nos EUA acima do esperado e do impasse nas negociações entre EUA e Irã sobre paz no Oriente Médio. O movimento ocorreu na manhã local, com a criptomoeda reagindo a fatores macroeconômicos e geopolíticos.

Nesta sessão, o Bitcoin operava com alta de cerca de 0,5%, cotado a US$ 81.091. Em reais, a cotação passava de R$ 398.167, segundo dados do Portal do Bitcoin. Outras moedas digitais relevantes mostraram variações distintas.

O Ethereum avançava 1,1%, para US$ 2.314, o XRP subia 0,5% e a Solana permanecia estável. Já BNB e Dogecoin registraram altas de 3,1% e 4,3%, respectivamente, refletindo movimentos setoriais de ativos digitais.

Inflação e mercados tradicionais

O CPI dos EUA para abril ficou em 3,8%, maior nível em três anos, impulsionado pelos combustíveis devido ao conflito no Irã. O índice subiu frente a março, mayo e abril, marcando o maior resultado desde maio de 2023.

O impacto foi maior nos títulos de curto prazo: yields de dois anos ficaram pouco abaixo de 4%. Títulos japoneses com vencimento em 20 anos atingiram máximas desde 1997, diante de pressões inflacionárias globais.

Segundo o especialista André Franco, CEO da Boost Research, a inflação elevada reduziu a probabilidade de cortes de juros pelo Federal Reserve ainda neste ano e aumentou a chance de alta em dezembro. Ele aponta cenário de consolidação com volatilidade para o Bitcoin.

Franco ressalta que o ambiente macro, dólar em alta e petróleo elevado reduzem o apetite por risco no curto prazo. A leitura sugere o Bitcoin oscilando entre aproximadamente US$ 79.800 e US$ 82.300, com risco de queda caso rendimentos avancem.

Observação: dados de preços e movimentos citados referem-se ao Portal do Bitcoin e a informações de mercado disponíveis na manhã desta quarta-feira.

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