- O Brasil enfrenta desafios para consolidar seu papel na bioenergia, com foco em política pública, infraestrutura e marco regulatório.
- O tema foi discutido no painel Bioenergia na Segurança Energética e Climática, durante o São Paulo Innovation Week, mediado pelo professor Marcos Jank.
- Há consenso de que a bioenergia pode migrar para novas aplicações e mercados internacionais, como aviação civil e transporte marítimo.
- Importante avanço ocorreu com o RenovaBio, mas o desafio é consolidar programas existentes em vez de criar novos.
- O etanol de milho já representa cerca de 30% da produção brasileira de etanol, sendo apontado como complemento relevante ao etanol de cana; há expectativa de transformar refinarias em biorrefinarias para produzir, por exemplo, SAF.
Brasil enfrenta desafios para consolidar seu papel no negócio de bioenergia, com avaliação de espaço para a transição energética no país. Política pública, infraestrutura e marco regulatório aparecem entre os tópicos centrais para ampliar a atuação do setor.
O tema foi debatido no painel Bioenergia na Segurança Energética e Climática, durante o São Paulo Innovation Week, nesta quarta-feira. O encontro contou com a participação de especialistas ligados a instituições como Abiove, Unica, FS Bioenergia e Insper Agro Global, entre outros.
Participaram também representantes do setor produtivo de cana-de-açúcar e etanol, que destacaram o papel da bioenergia na descarbonização e na diversificação de uso de combustíveis. O debate ocorreu em ambiente de elaboração de estratégias para a descarbonização da matriz energética brasileira.
A bioenergia é vista como potencial gerador de novos caminhos, incluindo a aplicação em aviação civil e transporte marítimo. A percepção é de que a navegação pode favorecer a internacionalização do setor, elevando demanda por biocombustíveis.
Para quem atua no setor, o avanço depende de consolidar programas já existentes, como o RenovaBio, ao invés de criar novos. Além disso, especialistas apontam a necessidade de ampliar o foco para novas tecnologias e mercados.
No aspecto tecnológico, o etanol de milho aparece como elemento disruptivo, com participação crescente na produção brasileira e complementar ao etanol de cana. Há também avanços na bioeletricidade associada à cana, abrindo caminho para aplicações adicionais.
Perspectivas de expansão e desafios
Vale ressaltar que a transformação de refinarias em biorrefinarias é citada como caminho estratégico para ampliar usos, incluindo combustíveis de aviação (SAF) e outros derivados. A visão é de que o Brasil pode ampliar a atuação internacional da bioenergia em setores de alto valor.
Papel das políticas públicas e infraestrutura
O consenso é de que o Brasil avançou com instrumentos regulatórios, porém ainda há necessidade de fortalecer a infraestrutura e o marco regulatório para sustentar o crescimento do setor. As demandas são de maior clareza regulatória e estímulos consistentes.
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