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Cade arquiva investigação sobre aquisição de startup brasileira pelo Google

Cade arquiva apac sobre aquisição de ativos da Character.AI pelo Google, destacando necessidade de monitoramento rápido de operações semelhantes

Instalação de pesquisa do Google
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  • O Cade arquivou o Procedimento de Apuração de Ato de Concentração sobre a aquisição de ativos da Character.AI pelo Google, em 2024.
  • A decisão foi de não determinar a notificação da operação neste momento, embora haja elementos materiais de atenção concorrencial.
  • A conselheira relatora, Camila Cabral, sugeriu que a Superintendência-Geral trate com prioridade operações semelhantes envolvendo o Google, como o acordo com Windsurf.
  • A relatora ressaltou a importância de monitorar rapidamente operações digitais relevantes, especialmente por haver tempo transcorrido desde a consumação do acordo.
  • As empresas alegaram que não houve faturamento mínimo nem controle societário; a SG manteve a cautela, defendendo possível notificação ad cautelam em contratos desse tipo.

O Cade arquivou o Apac (Procedimento de Apuração de Ato de Concentração) que investigava a aquisição, pelo Google, de ativos da startup brasileira Character.AI. A operação envolve licenças de tecnologia e a reorganização de vínculos entre as empresas em 2024. O objetivo do órgão foi avaliar a possível concentração concorrencial sem, no entanto, exigir notificação neste momento.

O plenário entendeu que, apesar de haver elementos relevantes para a concorrência, não seria oportuno determinar a notificação naquele momento. A decisão seguiu recomendação da relatora, conselheira Camila Cabral, e contou com atenção à possibilidade de tratar de operações similares envolvendo o Google, como o acordo com Windsurf, startup de codificação de IA.

A conselheira destacou a importância de monitorar padrões negociais que possam indicar riscos ao mercado. Ela apontou que o tempo decorrido desde a consumação da operação com a Character.AI reforça a necessidade de vigilância tempestiva, especialmente em mercados digitais onde atividades podem ocorrer rapidamente.

Entenda a operação

Em 2024, o Cade abriu a investigação para entender contratos de tecnologia, licenças de propriedade intelectual e a mobilização de profissionais especializados pelo Google, além da reorganização econômica entre as partes. A caracterização da operação como ato de concentração foi contestada pelas empresas com base no fato de não haver fusão ou controle societário, e de não existirem participações societárias objetivas.

As empresas argumentaram que a Character.AI não atingiria faturamento mínimo para obrigatoriedade de notificação no Brasil, e que não houve aquisição de partes ou controle. O Google afirmou possuir apenas licença não exclusiva sobre propriedade intelectual, com a Character.AI mantendo o controle da tecnologia. Mesmo assim, a SG considerou que ecossistemas digitais trazem desafios à concorrência, justificando, pelo menos, uma notificação ad cautelam para certos contratos.

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