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Cade arquiva investigação sobre parceria entre Microsoft e Mistral AI

Cade arquiva apuração sobre parceria entre Microsoft e Mistral AI, ressaltando que não houve aquisição de controle nem prejuízo à concorrência brasileira

Um homem olha para seu telefone enquanto passa pelo estande da Microsoft na feira Mobile World Congress, em Barcelona, Espanha
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  • O plenário do Cade arquivou, por unanimidade, a investigação sobre a parceria entre a Microsoft e a startup francesa Mistral AI.
  • A parceria envolve investimento da Microsoft, fornecimento de infraestrutura de supercomputação em nuvem e disponibilização de modelos da Mistral na plataforma Azure.
  • O relator apontou que não houve aquisição de controle da Mistral pela Microsoft e que não foram identificados indícios de dano ao ambiente concorrencial no Brasil.
  • O processo foi aberto em outubro de 2024 na forma de Procedimento Administrativo para Apuração de Ato de Concentração (Apac); as partes afirmam que a Microsoft não excedeu o patamar de faturamento que exigiria notificação.
  • As partes disseram que a participação da Microsoft seria de minimis, com direitos de proteção do investimento, sem integrar o bloco de controle, e que a Mistral teve receitas globais significativamente abaixo de R$ 75 milhões.

O plenário do Cade arquivou, por unanimidade, a investigação sobre a parceria entre Microsoft e a startup francesa Mistral AI. A decisão encerra o apuração iniciada em outubro de 2024, que avaliava possível concentração entre as empresas no Brasil.

Segundo o relator, conselheiro José Levi Mello do Amaral Júnior, não houve aquisição de controle da Mistral pela Microsoft. O relatório técnico da Secretaria de Acompanhamento Econômico indicou ausência de indícios de prejuízo ao ambiente concorrencial brasileiro.

As partes argumentaram que a Microsoft não deteria participação suficiente para controle, caracterizando investimento de minimis. Também afirmaram que, mundialmente, o faturamento da Mistral não alcançou o patamar de notificação de R$ 75 milhões, e que o único produto de consumo no Brasil, o chatbot Le Chat, é oferecido gratuitamente.

Detalhes da decisão

A parceria envolve investimento da Microsoft, fornecimento de infraestrutura de supercomputação em nuvem e disponibilização de modelos da Mistral na plataforma Azure. Sem aquisição de ativos relevantes, não há impactos horizontais ou verticais que exigissem notificação obrigatória.

A avaliação considerou ainda que, no Brasil, a Mistral iniciou receitas apenas em dezembro de 2023, com patamar global abaixo do teto de notificação. O Cade manteve o foco na ausência de controle e na inexistência de efeitos prejudiciais à concorrência no mercado brasileiro.

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